Bancários chamam trabalhadores à greve geral do dia 28 em ato em defesa dos bancos públicos e à reação às “reformas” golpistas

Ataques à aposentadoria, propostas de reformas que podem cancelar, direitos como Férias e 13º salário e jogar a Carteira de Trabalho no lixo, assim como a CLT. Afinal, o povo brasileiro, os trabalhadores ainda não se deram conta que o governo de Michel Temer está pagando dívidas com os banqueiros e jogando a fatura nas costas do achatamento dos nossos salários? Na quinta-feira, 20/4, dirigentes do SindBancários e da Fetrafi-RS participaram do Ato Nacional em Defesa dos Bancos Públicos, em frente ao Edifício Sede Querência, da Caixa , na Praça da Alfândega, e chamaram todos à participação na greve geral da sexta-feira, 28 de abril.

Os bancários fizeram sua parte na assembleia de 18 de abril ao aprovarem por unanimidade a participação na greve geral e realizarão outra assembleia organizativa às 18h30, da quinta, 27/4, na Casa dos Bancários. Está dado que o povo começa a se dar conta de que estão passando a mão nos seus direitos para entregar como dividendos ao sistema financeiro. Fazem parte dessa estratégia a Reforma da Previdência, a terceirização, aprovada na Câmara dos Deputados em 22/3, e agora a Reforma Trabalhista, que teve regime de urgência aprovado na terça, 18/4.

A mensagem foi ouvida., Durante a cerca de 1h30 que durou o ato, dirigentes do SindBancários e da Fetrafi-RS distribuíram material de esclarecimento sobre os ataques aos direitos, conversaram diretamente com comerciários, bancários e chegaram a ouvir seguidamente a expressão “Fora Temer” e que era preciso sair da passividade. Chegou a hora do despertar dos trabalhadores, de transformar a resistência em ação. Reagir é preciso, necessário, fundamental. O povo brasileiro precisa acordar do pesadelo antes que o sonho ruim vire realidade. Está na hora de virar o jogo do golpe nos nossos direitos.

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, alertou, durante o ato, para o ataque massivo do governo Temer. Assim, a Reforma da Previdência, a Terceirização e a Reforma Trabalhista, combinada com os ataques aos bancos públicos fazem parte de uma ideologia política. “O mundo do trabalho formal está sendo destruído. Como nós havíamos alertado, o objetivo não era sé derrubar um partido e uma presidenta. Era contra os trabalhadores;. Agora isso está ficando mais claro. O ataque aos bancos públicos faz parte do ataque aos trabalhadores . Aqui no Rio Grande do Sul, eles querem vender o Banrisul e acabar com o Badesul. Fazem o mesmo com a Caixa, BNDES, BRDE, Banco do Brasil e os outros cinco bancos estaduais que resistiram à investida dos anos 1990. Por isso é importante que todos os trabalhadores participem da greve geral de 28 de abril. Essa greve vai ser o divisor de águas. Vamos passar da resistência para a reação”, afirmou Gimenis.

Para o empregado da Caixa e diretor do SindBancários, Guaracy Gonçalves, os trabalhadores precisam estar juntos para enfrentar os ataques. “É imprescindível barrar todos os ataques do governo Temer aos nossos direitos. Temos que impedir que o Temer destrua os bancos públicos. Essa intenção do governo de destruir aquilo que ele não construiu e nãolhe pertence não vai terminar enquanto os trabalhadores não compreenderem que é preciso lutar. Nunca a classe trabalhadora foi tão atacada. O objetivo é não assinar a Carteira de Trabalho”, acrescentou.

O diretor da Contraf-CUT, Mauro Salles, entende que chegou a hora de os trabalhadores participarem da luta em defesa dos direitos, dos ataques que sistema financeiro e o governo Temer tramam para fazerem o povo pagarem a conta. “Se a gente enfrentar esse poder de forma passiva, achando que nada vai acontecer conosco, vamos ser surpreendidos. Esse governo de banqueiros está botando a mão na nossa aposentadoria. Se a gente não reagir, vão acabar com os direitos dos trabalhadores brasileiros. Se a gente não reagir agora, vamos acordar sem emprego, sem fundo de garantia”, explicou Mauro.

Para o diretor da Contraf-CUT, integrante do CEE/Caixa e empregado da Caixa, Gilmar Aguirre, os golpes nos direitos dos trabalhadores estão em marcha para mudar a orientação do país quanto a um processo de melhoria da qualidade de vida e ampliação de direitos. “A iniciativa privada tem interesse em se apropriar das riquezas deste país. O interesse é de empresas estrangeiras é na terra, no Aquífero Guarani, no Polo Naval. O governo diz que as empresas públicas são ineficientes. Isso é uma falácia porque o governo está quebrando por dentro os bancos púbicos”, disse Gilmar.

O diretor da Fetrafi-RS, Carlos Augusto Rocha, funcionário do Banrisul, chamou a atenção para a relação que os poderes legislativos têm com a destruição dos direitos pelo governo Temer e os bancos. “Todos os dias têm investidas do Poder Legislativo. A Câmara Federal está legitimando os atos do golpe. Ontem (19/4), recolocaram a urgência na Reforma Trabalhista. Reforma uma ova. Vai acontecer é retirada de direitos com a desculpa de modernizar as relações de trabalho. A conta do déficit é do povo brasileiro. O bônus vai para os bancos”, explicou Rocha.

Confira trecho das manifestações dos dirigentes sindicais

Bancos do povo

“Os bancos são fundamentais para a economia do Brasil. Financiam a agricultura, o saneamento básico, a educação. Dão acesso à casa própria, a crédito aos trabalhadores em geral. Os bancos púbicos são os responsáveis por manter a estabilidade da economia do Brasil. Através da política de juros baixos, os bancos públicos ajudaram a superar a crise. Os bancos públicos foram construídos com o suor do povo brasileiro. Foram construídos pelo povo brasileiro.” Jailson Bueno Prodes, empregado da Caixa e dirigente do SindBancários

Aprofundar a crise

“O governo federal quer vender as loterias da Caixa. Cerca de 40% do que se arrecada com as loterias são investidos em programas sociais que são importantes para a população brasileira. Querem fatiar a Caixa e entregar para bancos privados que não têm responsabilidade social. A terceirização é nada mais nada menos do que acabar com os direitos dos trabalhadores e vai acabar com 13º e Férias. Esse é um valor que é jogado na economia. A terceirização vai aprofundar a crise econômica no Brasil.” Maristela Rocha, empregada da Caixa e dirigente da Fetrafi-RS

Nossa unidade

O governo golpista do Michel Temer está acabando com todos os direitos. Só com a nossa unidade vai ser possível barrar todos esses retrocessos. As próximas gerações não terão mais aposentadoria, direitos básicos, como férias e 13º salário, que foram conquistados com o sangue e o suor do povo brasileiro.” Denise Falkenberg Corrêa, diretora da Fetrafi-RS.

Previdência privada

“Aquela denúncia que fazíamos lá no início, que aquele golpe não era contra a presidenta eleita, mas contra a classe trabalhadora está se confirmando. O capital financeiro está ganhando o pré-sal. Está recebendo de mão beijada a terceirização, a Reforma da Previdência. É para o pessoal comprar previdência privada porque a pública não vai existir mais.” Paulo Stekel, diretor do SindBancários

Emprego temporário

“O mais grave é a Reforma da Previdência. Esses que se aposentaram com 50 anos (referência ao presidente interino Michel Temer) querem que a gente não tenha mais direito a se aposentar. O Itaú, que indicou o ministro da Fazenda (Henrique Meirelles) para o Temer é o mesmo que recebeu perdão de R$ 25 bilhões de dívida de impostos no Carf. A Reforma Trabalhista vai implantar o emprego temporário para que cada um de nós trabalhe por contrato de nove meses e depois vá embora sem nenhum direito”. Julio Vivian, diretor do SindBancários

Fazendo as contas

“Se o trabalhador, os aposentados e os jovens começarem a fazer as contas, vão começar a se preocupar com o seu futuro. Há tempos os sindicatos, as entidades e associações têm alertado o povo brasileiro. O que vinha após o impeachment era uma golpe nos nossos direitos.” Tiago Vasconcellos, empregado da Caixa e diretor do SindBancários

Crédito fotos: Anselmo Cunha

Fonte: Imprensa SindBancários

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