Bancários celebram o Dia do Trabalhador com luta contra a terceirização, pela defesa de direitos e reforma política

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A sexta-feira, 1º de maio, foi de luta para os bancários. Sob o sol do Dia do Trabalhador, tendo o Guaíba como cenário, e trabalhadores e integrantes de movimentos sociais por companheiros de luta, dirigentes do SindBancários participaram de ato chamado pela CUT na Usina do Gasômetro em Porto Alegre. Entre as pautas defendidas pelos bancários está a luta contra a terceirização, contra as MPs 664 e 665 e pela reforma política.

Há quem possa perguntar o que a terceirização e a aprovação da PL 4330 na Câmara dos deputados nos dia 8 e 22 de abril têm a ver com reforma política. Respondemos que tudo a ver. Peguemos o exemplo do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o exemplo do autor do PL 4330, o ex-deputado federal Sandro Mabel. O primeiro fez o projeto de lei da terceirização tramitar a toque de caixa, impôs uma votação com velocidade para um projeto deste que ataca direitos dos trabalhadores depois de 11 anos em que o PL 4330 tramitou pela Câmara. Mabel é um grande empresário, autor deste projeto, de 20 de outubro de 2004, e quer reduzir custos e aumentar lucro, cortando direitos dos trabalhadores.

Por que Eduardo Cunha fez isso? Porque precisa pagar a fatura do investimento que banqueiros, mineradores, empresas de segurança e de planos de saúde fizeram em sua campanha eleitoral em 2014. Aliás, Eduardo Cunha conseguiu arrecadar R$ 6,8 milhões de empresas para sua campanha eleitoral em virtude dos compromissos assumidos com grandes empresários. Não por acaso a terceirização andou numa velocidade jamais vista. Não por acaso ele quer atacar direitos conquistados pelos trabalhadores, tentando rasgar a CLT, cancelando a carteira de trabalho e retirando direitos que conquistamos com muita luta.

“O SindBancários elegeu a luta contra o PL 4330 como uma das frentes de batalha prioritária. Por isso neste 1º de maio, Dia do Trabalhador, estamos neste ato dialogando com outras categoria, outros dirigentes sindicais, para fortalecer a luta. É preciso que trabalhemos juntos e lutemos contra a terceirização e pela reforma política. Precisamos  reduzir a influência do dinheiro nas campanhas eleitorais e aumentar a participação nas decisões de nossa democracia participativa. Esse congresso que está aí é o mais conservador desde a redemocratização em 1985. Temos que acabar com o financiamento empresarial de  campanhas eleitorais porque as empresas não podem decidir o futuro dos trabalhadores, mas sim, nós, os trabalhadores, que somos em maior número e temos que ter maior representatividade nos parlamentos”, avalia o presidente do SindBancários, Everton Gimenis.

Veja fotos da participação dos bancáiros na celebração do Dia do Trabalhador em Porto Alegre.

A terceirização mudou de nome no Senado

Como os bancários devem saber, o SindBancários tem combatido o PL 4330 com bastante força. Já realizamos cinco caravanas a Brasília para impedir tramitação em Comissões da Câmara dos Deputados, realizamos seminários no Sindicato e, mais recentemente, paralisamos 75% das agências bancários de nossa área de abrangência no Dia Nacional de Luta contra o PL 4330, em 25 de abril. Mesmo assim, os deputados federais aprovaram o texto-base, em 8 de abril, com 324 votos. No dia 22/4, 230 deputados voltaram a aprovar uma emenda que cancela todas as mudanças e reafirma o retrocesso. Houve um recuo de 96 deputados, o que é importante para a nossa luta. Perdemos duas batalhas, mas temos que seguir lutando nesta guerra em defesa dos nossos direitos.

Mas essa aprovação do dia 22/4 faz com que precisemos ficar bem atentos. É que agora o PL 4330 mudou de nome. Passou a tramitar no Senado em 28/4 sob o nome PLC (Projeto de Lei da Câmara), número 30. O PLC 30 será debatido, mas nada impede que vá a Plenário e seja votado. Se for aprovado, nossa luta será por pressionar a presidenta Dilma Rousseff a vetar todo o conteúdo do PLC 30. A próxima etapa da luta será pressionar deputados e senadores a manterem o veto da presidenta em uma suposta sessão conjunta entre deputados e senadores para apreciar o veto da presidenta.

Vamos ficar atentos. PLC 30 e reforma política fazem parte da nossa luta.

Fonte: Imprensa SindBancários

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