Bancários caminham com centrais sindicais para pressionar Senado a acabar com a terceirização

Ela já tramita há 10 anos. E não por acaso foi aprovada em abril pela Câmara dos Deputados, em Brasília. Falamos de um projeto de precarização dos trabalhadores brasileiros que tem em grandes empresários e em seus representantes no parlamento nacional defensores e atores dessa tentativa de mudança nefasta. Foi contra o pior ataque aos direitos dos trabalhadores, contra o fim da carteira assinada e pela preservação de todas as nossas conquistas que os bancários caminharam com as centrais sindicais nesta quinta-feira, 25/6, pelas ruas do centro de Porto Alegre.

O PL 4330 há muito está na pauta de lutas do SindBancários e desde 8 de abril assombra os trabalhadores bancários. Foi neste dia que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) levou o projeto da terceirização à votação. E ele foi aprovado. Portanto, estamos diante de um real perigo. A caminhada dos trabalhadores preparou um importante debate no Auditório Dante Barone, da Assembleia Legislativa, que ocorreu à tarde. A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal, liderada pelo senador Paulo Paim realizou uma audiência pública lotada de trabalhadores.

O objetivo da caminhada foi demonstrar aos trabalhadores que a nossa luta mudou de arena. Se, em abril, lutamos , enviando caravana a Brasília, para barrar o PL 4330, agora temos que lutar para que o Senado extinga o PLC 30 (Projeto de Lei da Câmara), que tramita e ainda deve se colocado em votação. Lembramos que, além de Paulo Paim, o Rio Grande do Sul tem dois representantes no Senado, os jornalistas Ana Amélia Lemos e Lasier Martins.

“O objetivo da nossa caminhada é derrotar o PLC 30. Queremos serviços públicos de qualidade, executados por servidores públicos de qualidade. A terceirização é um movimento político de grandes empresários, de banqueiros que querem retirar nossos direitos e reduzir custos”, explicou o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.

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A caminhada partiu da frente da sede da Federasul por volta do meio-dia. Os trabalhadores entraram na avenida Borges de Medeiros e voltaram a se concentrar na esquina com a Rua dos Andradas, conhecida como Esquina Democrática. Nesse local, houve um ato simbólico de queima de um boneco em um caixão que representava o presidente da Câmara Dops Deputados, Eduardo Cunha. Após esse ato, a marcha seguiu até a Assembleia Legislativa para participar da Audiência pública.

Veja neste link galeria de fotos da caminhada contra a terceirização.

“As centrais sindicais, a OAB, muitos ministros do STF sabem que a terceirização é o maior retrocesso trabalhista desde a CLT que foi criada há 72 anos. Eles querem incutir na nossa cabeça que o trabalho precisa ser terceirizado. Não podemos deixar que o Senado aprove a terceirização”, advertiu o presidente da CTB, Guiomar Vidor.

Fonte: Imprensa SindBancários

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