Bancários aprovam previsão orçamentária 2020

Assembleia aprovou por unanimidade orçamento com redução de receitas por conta dos ataques aos direitos e aos Sindicatos

O ano de 2019 não foi fácil para os bancários e para os Sindicatos. O governo ultraliberal de Jair Bolsonaro empilhou ataques aos direitos dos trabalhadores sem dar trégua. A reforma da Previdência praticamente impede muitos trabalhadores de se aposentar com menos de 40 anos de trabalho ininterrupto. E, mais recentemente, a MP 905 chegou a ameaçar a jornada de seis horas dos bancários e a PLR.

E, como a tendência é que os ataques combinados com um ministro da Economia, o Paulo Guedes, alinhado ao sistema financeiro, de onde ele veio e é, continue. Por isso a previsão orçamentário para o ano que vem teve um espírito conservador. Sem saber se haverá receitas suficientes para empreender uma luta árdua de resistência por direitos, os bancários aprovaram, em assembleia, na noite da quinta-feira, 19/12, uma proposta de Previsão Orçamentária para 2020, bastante prudente.

A aprovação do orçamento 2020 foi unânime em assembleia realizada no auditório Olívio Dutra da Casa dos Bancários. Ela prevê dias de incertezas para receitas e foi guiada pelo princípio da prudência. Prevê receitas da ordem de R$ 7.145.600 e sem superavit.

O diretor financeiro do SindBancários, Tiago Vasconcellos Pedroso, explicou que a previsão prudente relaciona-se à incerteza de receitas advindas da taxa negocial e de ataques a direitos. “Estamos trabalhando com a possibilidade de não contar com essas receitas em razão de o nosso Acordo Coletivo de dois anos expirar no ano que vem. Estamos sendo conservadores. Há uma redução no número de trabalhadores bancários. Trabalhamos com expectativa de redução de arrecadação”, explicou Tiago.

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, salientou a dificuldade do contexto político e a importância da mobilização e da participação da categoria nas lutas para garantir direitos em 2020. “Desde novembro, com a edição da MP 905 pelo governo Bolsonaro, corremos o risco de ter a nossa jornada de trabalho de seis horas extinta. E também com algum tipo de ataque do governo Bolsonaro que, de uma hora para outra, pode editar uma Medida Provisória para inviabilizar financeiramente os sindicatos”, avaliou Gimenis.

Confira nesta linha um resumo da Previsão orçamentária de 2020.

Fonte: Imprensa SindBancários

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