Bancários aprovam por unanimidade na Casa dos Bancários pauta nacional de reivindicações da Campanha Salarial 2015

Por unanimidade, bancários da base do SindBancários aprovaram a minuta de reivindicações nacional, em assembleia na noite da quinta-feira, 6/8, no auditório da Casa dos Bancários. Além da minuta, a assembleia também autorizou que a diretoria do Sindicato represente os trabalhadores nas mesas de negociação e em eventuais demandas judiciais durante a Campanha Salarial 2015. A assembleia também deliberou sobre a abertura de prazo de oposição à contribuição sindical. A decisão dos trabalhadores foi pela abertura de prazo 10 dias após a assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho 2015/2016.

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, fez um balanço das atividades desenvolvidas até o momento e da participação dos dirigentes do SindBancários no 17º Congresso Nacional dos Bancários nos dias 31 de julho e 1º e 2 de agosto em São Paulo. “Temos uma luta difícil pela frente. Este ano vamos para as mesas de negociação com a Fenaban e com os bancos públicos conscientes de que os banqueiros não têm do que reclamar. Os lucros dos bancos cresceram muito no primeiro semestre do ano. Os bancos têm condições de atender toda as nossas reivindicações”, explicou Gimenis.

O presidente também explicou que o contexto político de desmonte do Estado e de ataque aos serviços públicos no Rio Grande do Sul irá exigir muita unidade, participação e luta da categoria. “O contexto é de ataque aos direitos dos trabalhadores e de um discurso de crise para vender estatais como o Banrisul aqui no nosso Estado. Temos um desafio pela frente. Mas nó sabemos que a os bancários são participativos e, com muita unidade  na luta vamos conseguir arrancar avanços e conquistar benefícios”, avaliou o presidente.

Com isso, a proposta aprovada pelos bancários indica que a base do Sindicato começa a lutar por um reajuste de 16% nas verbas salariais, por mais investimentos em segurança, pelo fim do assédio moral e das metas inatingíveis e pela ampliação de benefícios na saúde dos trabalhadores. Entre as lutas que o SindBancários tem travado em nível nacional está aquela que busca impedir que o PLC 030, o da terceirização, seja aprovado no Senado.

O que foi aprovado na assembleia

> Minuta de reivindicação aprovada no 17º Congresso Nacional dos Bancários, em 30 de julho e 1º e 2 de agosto, em São Paulo.

> A diretoria está autorizada a representar os bancários nas mesas de negociação.

> Diretoria está autorizada a representar os bancários em eventuais demandas judiciais.

> O prazo para a oposição ao desconto da contribuição sindical começará 10 dias após o fim da Campanha Salarial 2015.

Próximo passo da luta

> Entrega da minuta a Fenaban em São Paulo em 11 de agosto.

Principais reivindicações aprovadas na Conferência

> Reajuste salarial de 16%. (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real)

> PLR: 3 salários mais R$7.246,82

> Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).

> Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

> Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.

> Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.

> Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.

> Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

> Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.

> Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transsexuais e pessoas com def iciência (PCDs).

Fonte: Imprensa SindBancários

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