Bancários apresentam três reivindicações na primeira reunião da comissão bipartite de Segurança Bancária

A Contraf-CUT se reuniu, pela primeira vez no ano, com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para a comissão bipartite de Segurança Bancária, no último dia 24, em São Paulo, apresentando três demandas da categoria. Uma delas é manutenção dos vigilantes durante o contingenciamento do atendimento das agências alvos de explosões. “A gente sabe que os bancos retiram os vigilantes durante o período em que a agência está explodida com a justificativa de que não há necessidade, pois não acontece atendimento nos caixas, mas os bancários ficam expostos”, explicou Gustavo Tabatinga Júnior, secretário de Políticas Sociais.

Realocação em outra agência ou posto

O secretário de Políticas Sociais disse que também foi reivindicada a ampliação da proteção aos bancários, prevista na Cláusula 33-C da CCT, que abre a possibilidade de realocação para outra agência ou posto de atendimento bancário, apresentado pelo empregado que for vítima de sequestro consumado, para a modalidade extorsão mediante sequestro. “O bancário quando recebe o pedido de resgate dos bandidos que estão sequestrando sua família já está sendo vítima do crime de extorsão mediante sequestro. Solicitamos a Fenaban ampliar a cobertura da proteção do nosso acordo para minimizar as consequências deste trauma”, completou.

Vigilante extra

Foi apresentada ainda a solicitação de um vigilante extra para fazer a detecção de metal com equipamento portátil nas agências cujas portas giratórias apresentarem problemas. “Diversos bancários denunciam que as agências ficam expostas quando as portas giratórias apresentam problemas. Durante um ou dois dias, a agência fica sem inspecionar se as pessoas que entram carregam algum tipo de metais ou armas”, ressaltou José Carlos Bragança, representante da Fetrafi-MG.

Ataques: números divergentes

A Fenaban disse que irá consultar os bancos sobre as três solicitações e retornará na próxima reunião, marcada para 12 de maio. Durante o encontro, os representantes dos banqueiros apresentaram estatísticas de assaltos a bancos de 2016, levantada pela entidade – números que foram questionados, pois que são divergentes dos da pesquisa de ataque a bancos do Dieese. O assunto também estará na pauta da próxima reunião.

Fonte: Imprensa SindBancários com Contraf-CUT

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