Bancários abrem semana de luta da greve geral

Dirigentes madrugaram na segunda-feira em frente à sede da Carris, em Porto Alegre, para fortalecer mobilização para parar o Brasil em 14 de junho

O céu ainda estava escuro e não se ouvia barulho de motores nem se viam ônibus saindo da Garagem da Carris, no Zona Leste de Porto Alegre, quando os primeiros dirigentes iniciaram a semana de mobilização para a greve geral da próxima sexta-feira, 14/6. Os bancários aprovaram participação por unanimidade em assembleia na Casa dos Bancários na noite da quinta-feira, 6/6

No dia seguinte, edital de aviso de greve foi publicado no portal do SindBancários e no jornal Correio do Povo. E nessa segunda, 10/6, deram mais um passo: foram para a frente da garagem da Carris conversar com funcionários da empresa pública de ônibus para mostrar o quanto a participação de todos na greve geral é importante para o futuro dos trabalhadores e do povo brasileiro.

Além de protestar contra a reforma da Previdência, os bancários chamam a atenção para os ataques do governo Bolsonaro aos bancos e empresas públicas, aos cortes na educação e ao desemprego. As políticas de austeridade, o ajuste fiscal praticado desde 2016 pelo governo Temer e agora pelo governo Bolsonaro já cobram a conta do crescimento econômico.

O PIB deste ano sofreu a 15ª revisão para baixo. Agora, operadores do mercado e mesmo instituições financeiras e observatórios econômicos já projetam crescimento de 1% ao final de 2019. Essa nova revisão levou em consideração a queda de 0,2% do PIB nos primeiros três meses deste ano.

Todas essas pautas e ataques a direitos dos trabalhadores tornam a greve da próxima sexta, 14/6, fundamental para mostrar ao atual governo que os trabalhadores estão cansados de perder direitos. Uma das provas diz respeito às mentiras que governo Bolsonaro vem contando sobre a reforma da Previdência. Agentes do governo falam em economizar R$ 1 trilhão em 10 anos, mas omitem que será às custas das reduções dos valores dos benefícios.

A PEC 06/19, a da reforma da Previdência, foi apresentada na Câmara dos Deputados em 20 de fevereiro. O projeto é nefasto por acabar com a Seguridade Social ao desvincular a Previdência à proteção constitucional, aumentar a idade de aposentadoria para 62 anos para as mulheres e 65 anos para os homens. Além disso, dificulta a obtenção de aposentadoria integral e não garante reajustes.

Nós, bancários, temos uma tradição de luta por direitos e de organizarmos greves que trouxeram muitos benefícios para a nossa categoria. Se hoje temos um piso que aumentou três ou quatro vezes em 10 anos, se temos benefícios como a PLR e outras cláusulas de proteção à saúde e à segurança, são conquistas das nossas greves. Por isso viemos hoje (segunda-feira, 10/6) de madrugada conversar com os motoristas e cobradores da Carris. Os trabalhadores do transporte público são fundamentais para o sucesso da nossa greve geral”, explicou o presidente do SindBancários, Everton Gimenis.

Fonte: Imprensa SindBancários

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