Bancários, a greve geral é um direito. Vamos lutar contra as reformas da previdência e trabalhista e contra a terceirização

Os bancários e as bancárias estão protegidos pela Lei de Greve. Isso porque o SindBancários tomou todas as providências legais para garantir uma efetiva participação da categoria na greve geral desta sexta-feira, 30/6, a partir da meia-noite. Publicanos editais de chamada e comunicação de assembleia, realizamos uma assembleia na segunda-feira, 26/6, e decidimos juntos e, de forma unânime, participarmos do movimento nacional que luta contra as Reformas da Previdência e Trabalhista e contra a terceirização.

Como os bancários já sabem, a nossa Campanha Nacional 2017 já está em marcha. Nestes sábado e domingo, 1º/7 e 2/7, ocorrem os Encontros Nacionais da Caixa e do Banco do Brasil em São Paulo. A greve nacional nos lembra que vivemos um contexto de retirada de direitos muito duro e que exigirá muita luta da nossa categoria no próximo período. Por isso, é importante participar. O Sindicato tomou todas as providências legais.

Nesta sexta-feira, dirigentes do Sindicato e bancários começarão bem cedo a se mobilizar. Desde às 4h da madrugada, estaremos circulando em pontos de Porto Alegre e região para participar dos grupos de mobilização e convencimento sobre a importância do nosso movimento nacional. Às 4h, haverá uma concentração na frente da Casa dos Bancários (General Câmara, 424, Centro Histórico de Porto Alegre).

“A participação da nossa categoria na greve geral nacional de 28 de abril foi exemplar. Precisamos repetir a dose. Cada vez que um presidente como o Temer vem para trabalhar para o sistema financeiro e tirar direitos dos trabalhadores, nós temos que atuar. É um dia de paralisação. Mas que vai ter uma repercussão muito grande no nosso futuro. Precisamos derrotar as reformas e mostrar para este governo golpista e corrupto que vamos lutar muito para manter direitos que demoramos muito tempo para conquistar”, disse o presidente do SindBancários, Everton Gimenis.

Greve é um direito legal

A Greve é um Direito assegurado pela Constituição Federal, portanto a participação nela não pode, em hipótese alguma, ser considerada como “falta injustificada” do/a trabalhador/a.

Para que uma greve aconteça de forma legal, existem procedimentos que devem ser adotados: convocação e realização de assembleia dos sindicatos, com aprovação da paralisação coletiva; comunicação antecipada aos empregadores; e aviso à comunidade quando se tratar de atividade essencial, como é o caso da compensação bancária.

Todos estes procedimentos foram adotados pelos Sindicatos de Bancários do RS, portanto os/as bancários/as que participarem da greve geral desta 6ª feira estarão amparados pela Lei e esta ausência ao trabalho não poderá ser compreendida pelos banqueiros como “falta injustificada”.

O afastamento do trabalho deve ser considerado como “falta justificada” porque os/as trabalhadores estavam exercendo um direito de ausentar-se coletivamente do trabalho. Ou seja, uma greve.

A caracterização como “falta justificada” é importante, porque com ela o empregador não poderá descontar o repouso semanal, o feriado, as férias, os abas, o apip, etc.

Caso os banqueiros considerem a ausência ao trabalho desta sexta-feira, 28 de abril,  como “falta injustificada”, a Fetrafi-RS e os Sindicatos ajuizarão processo trabalhista visando obrigar os empregadores a reconhecer a legitimidade e legalidade da greve.

Fonte: Imprensa SindBancários

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