Bancário(a), vote NÃO no Plebiscito Popular

Até dia 24/10, SindBancários disponibiliza urna física no Centro de Porto alegre para mostrar que o povo gaúcho quer defender empresas públicas das privatizações

A primavera da democracia começou. Teve início neste sábado, 16/10, o Plebiscito Popular sobre as Privatizações no RS, organizado pela CUT-RS, centrais sindicais, movimentos sociais e populares e partidos políticos. Apesar da chuva, o primeiro dia de votação contou com forte participação de gaúchos e gaúchas.

Mais de 200 municípios abriram locais de coleta de votos, sob forma presencial, em praças, sindicatos, associações, escolas, comércio, igrejas, sedes de partidos políticos. Além dos votos obtidos em cédulas impressas, a plataforma na internet registrou mais de 19 mil votantes.

Um desses locais de coleta de votos, está fisicamente situado no Centro de Porto Alegre. Os(as) bancários(as) podem defender as suas empresas públicas, votando não. É fácil saber onde está a urna do Sindicato.

O posto de coleta de voto fica na Rua dos Andradas. Se você localizar a Kombi do Sindicato, também vai localizar a urna. Defender as empresas públicas é do interesse máximo dos(as) bancários(as).

Vai ser difícil esquecer a PEC 280. Ela tramitou na Assembleia Legislativa de abril a junho. E foi aprovada em dois turnos. Desde 1º de junho, o Banrisul está no paredão do governador Eduardo Leite (PSDB). A qualquer momento, o governador pode mandar um Projeto de Lei para votar a liberação da venda do Banrisul, como já fez com a Corsan e a CEEE-D, esta última vendida por R$ 100 mil.

Vote na urna do SindBancários na Praça da alfândega em frente à Agência central do Banrisul, no Centro Histórico de Porto Alegre

Vote na urna da sede da Fetrafi-RS, na rua Fernando Machado, 820, Centro Histórico de Porto alegre

A votação pelo Estado

No interior do Estado, um dos pontos mais movimentados foi o Feirão Colonial de Santa Maria. Cidades como Cachoeira do Sul, Candelária, Rolante e Panambi transformaram praças em verdadeiras seções eleitorais. Em São Pedro do Sul, foi registrado o voto da eleitora mais idosa do dia, Verônica Einloft, de 92 anos.

Já em Santana do Livramento, na fronteira do Brasil com o Uruguai, Gelson Xavier Dachi foi o primeiro a votar. “Tem que dar apoio a essa votação, fortalecer a democracia, a decisão é do povo”, declarou.

Na região metropolitana, teve ato de abertura da votação na parada 48 de Alvorada e, em Viamão, o comitê municipal disponibilizou espaços com computadores, para que as pessoas pudessem votar direto na plataforma.

Secretária-geral da CUT-RS, Vitalina Gonçalves, votou em Santa Maria.

Em Porto Alegre, foram registradas movimentações intensas na Restinga e na Lomba do Pinheiro. Na Restinga, uma banca de rua organizada pelas lideranças comunitárias chegou a ter fila para votar.

A votação foi prestigiada pelo presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci, pela secretária de Formação da CUT-RS, Maria Helena Oliveira, e pela presidente do PT de Porto Alegre, Maria Celeste. Na Lomba do Pinheiro, as lideranças coletaram votos através de urnas itinerantes.

Além dos locais organizados pelos comitês zonais, a Capital contou com urnas em sindicatos, como no Sinttel-RS, locais de comércio e serviços, e o SindBancários. Um deles foi o Armazém do Campo, a loja da Reforma Agrária, na Cidade Baixa. Outro exemplo é o Salão de Beleza da Cleia, no bairro Santa Tereza, onde a clientela foi convidada a votar no plebiscito.

A votação se estende até o próximo domingo, 24/10

Como votar

Para votar online, basta acessar a plataforma, lançar o nome e o CPF e registrar sua opinião.

Clique aqui para votar online. 

Para votação presencial, confira os locais na sua cidade no site www.plebiscitopopular.com.br

Confira as três perguntas que cada participante deve responder!

Para saber mais sobre o Plebiscito Popular, acesse o site do Plebiscito Popular

O que é o plebiscito popular

O plebiscito popular não tem valor legal, mas tem grande importância política, pois é uma forma concreta de ouvir a população e conhecer a sua opinião sobre a entrega ou não do patrimônio público.

O vice-presidente da CUT-RS e coordenador do Plebiscito Popular, Everton Gimenis, lembra que “o plebiscito era uma condição prevista na Constituição Estadual, desde 2002, como instrumento democrático para ouvir a população sobre a venda de estatais, após a onda de privatizações feitas pelo governador Antonio Britto (PMDB), que nunca mais foi reeleito”.

“Já que o governador Eduardo Leite (PSDB), junto com a maioria da Assembleia Legislativa, rasgou a Constituição Estadual e tirou do povo o direito de decidir o futuro das empresas estatais, nós organizamos esse plebiscito. O patrimônio público é do povo, não é do governo de plantão”, ressalta Gimenis, que é também diretor do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre.

Assista à fala de Gimenis

Gibi – Privatizações: O futuro da sua família sem serviços públicos

Fonte: CUT-RS com Eliane Silveira – Plebiscito Popular, com informações e edição de Imprensa SindBancários

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