Bancárias participam de Lançamento da Marcha das Margaridas 2019

Lançamento em SP, apoiado pela Contraf-CUT, antecipa realização da Marcha que acontecerá em agosto, a partir de Brasília

Nos dias 13 e 14 de agosto deste ano, será lançada em Brasília a sexta edição da Marcha das Margaridas 2019, que traz como lema “Margarida na luta por um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência”. Coordenada pela Confederação Nacional de Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), sindicatos e apoiada pela Contraf-CUT, a Marcha das Margaridas se constrói em parceria com os movimentos feministas e de mulheres trabalhadoras, centrais sindicais e organizações internacionais. Bancárias de São Paulo participaram, neste dia 22 de maio, do Ato de Lançamento da Marcha das Margaridas 2019, na Câmara Municipal de São Paulo.

Organização das mulheres

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro é parceira da Marcha, pois entende a sua importância para a organização das mulheres do campo, da floresta e das águas, e compartilha dos mesmos ideais de igualdade e liberdade. De acordo com a secretária da Mulher da Contraf, Elaine Cutis, a Marcha realiza, há quase vinte anos, uma efetiva ação de luta das mulheres contra a exploração, a dominação e todas as formas de violência e em favor de igualdade, autonomia e liberdade.

“Neste ano de 2019, temos como objetivo denunciar e protestar contra as condições de vida no campo, a pobreza, a desigualdade econômica e social, a violência, o racismo, a homofobia e a exclusão das mulheres das políticas públicas. Além de lutar contra o avanço da agenda antidemocrática, conservadora e privatista”, afirmou.

Durante todo o ano, as trabalhadoras se preparam para o evento e realizam diversas atividades que combinam a mobilização de recursos financeiros e a mobilização política, envolvendo atividades formativas, debates e a construção descentralizada da plataforma e pautas de reivindicação.

Invisibilidade
“A Marcha nos retira da invisibilidade e potencializa a retomada das políticas públicas voltadas a sua autonomia política e econômica, por isso, convocamos todas as trabalhadoras, mulheres de movimentos sociais, sindical, feministas, estudantes e militantes de São Paulo para construir uma grande caravana para irmos à Brasília e, juntas, lutarmos contra a opressão e exigir justiça”, convocou Elaine Cutis.

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