Bancária adoecida é readmitida no Itaú, através da intervenção do Sindicato

Supervisora Operacional tinha sido demitida em processo confuso, após 16 anos de banco

Após 16 anos de banco, a funcionária do Itaú Marcia Ribeiro, mesmo sofrendo com vários problemas de saúde, continuava apostando nas possibilidades de crescimento profissional dentro da instituição. Ao mesmo tempo em que fazia tratamento médico, buscava se qualificar para melhor cumprir suas funções no banco, como supervisora operacional na Agência Sarandi. Não foi suficiente: no dia 14 de fevereiro terminou sendo demitida. Com a intervenção do SindBancários, que comprovou as reais condições da bancária, Marcia foi readmitida no Itaú no final de março. O diretor sindical Eduardo Munhoz, também funcionário do banco, explica: “Marcamos perícia com o INSS, que comprovou o problema. Conseguimos mostrar que a demissão era injusta e que a nossa colega  Marcia não poderia ter sido demitida daquele modo em pleno tratamento de saúde”, diz.

Avaliação confusa

Sofrendo com Síndrome do Carpo e Tendinite nos ombros, cotovelos e nas mãos, a funcionária do banco tem também acompanhamento psiquiátrico desde 2011, em função do sofrimento psíquico provocado pela pressão e as exigências que o Itaú impõe aos funcionários. “O banco alegou que iria me demitir por causa do mau desempenho, na avaliação feita pelos colegas. Mas o processo é muito complexo e não é bem explicado aos colegas que vão fazer a avaliação. É uma caixa-preta”, relata Marcia.

Trajetória qualificada

Na verdade, a trajetória profissional de Marcia começou na antiga Fininvest, de onde logo passou ao banco em 2009, através de processo seletivo. Também ingressou na Faculdade de Administração, pois o Itaú exige que os servidores tenham diploma universitário. “Quer dizer, eu me preparei muito”, diz a bancária, que ao ser demitida tinha o cargo de supervisora operacional e se preparava para ser gerente operacional.

Mas tanto esforço e dedicação não foram suficientes para a instituição financeira. Desde 2011, ela sofria com depressão e síndrome de pânico. “Comecei a tomar antidepressivos e procurei ajuda psiquiátrica”, relata ela. Casada e mãe de duas filhas, o peso das exigências do Itaú terminou se refletindo na vida pessoal. “Em final de 2014 a situação ficou horrível. Eu só chorava e precisei ficar 15 dias afastada”, diz.

Competição exagerada

Segundo ela, umas piores práticas dentro do banco é a competição exagerada incentivada pela instituição: fazem campanhas internas e enviam e-mails relatando o quanto cada funcionário vendeu no período. “E isto é o tempo inteiro”, acrescenta ela. “Por isso, aos 30 anos a pessoa já é considerada ‘velha’ pelo banco Itaú”, revela.

Hoje, após ser readmitida, através da intervenção do SindBancários, Marcia está afastada das funções no banco até 13 de junho, para tratamento e recebe Auxílio Doença por Acidente de Trabalho. Mais tranquila, ela tem uma certeza: “A melhor orientação para os bancários é o Sindicato, onde estou associada desde que iniciei na profissão. Tem um tratamento diferenciado para a gente, e é o local ao qual eu sempre recorro. Quando algum colega me pergunta sobre algum problema, eu não tenho dúvida em recomendar: ‘pergunta para o Sindicato’”. 

Em vídeo, Marcia fala sobre sua demissão e o acolhimento no SindBancários

Fonte: Imprensa SindBancários

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