Badesul sofre novo ataque, com investigação do Ministério Público

A articulação e os ataques contra o Badesul, importante agência de fomento ao desenvolvimento do estado, avançou agora um novo passo com as investigações abertas oficialmente pelo Ministério Público. Elas dizem respeito a empréstimos que o banco fez, em seu papel de indutor de crescimento do RS, à empresa Wind Power Energy e à Iesa Óleo e Gás. A apuração, segundo o MP, tentaria comprovar ações de improbidade administrativa, para “verificar se a concessão de financiamentos foi irregular e gerou eventual benefício indevido a terceiros”.

“Precisamos esperar os resultados da investigação, é claro, mas este fato vem somar-se à notícia recente de que o banco teria registrado prejuízos. Isso pode demonstrar uma articulação do governo Sartori e de seus apoiadores na tentativa de fragilizar e assim poder privatizar empresas e bancos públicos, como o Badesul”, diz o presidente do SindBancários, Everton Gimenis.

São dois inquéritos civis, um para cada operação, aberto em outubro pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público. Eles – segundo a investigação – teriam causado um “calote” de R$ 140 milhões ao Badesul, considerados os encargos contratuais.

Acordo Coletivo

Mesmo em um quadro nacional negativo aos trabalhadores e com a postura privatista do governo Sartori, a pauta específica assinada pelo SindBancários com o banco, no dia  20/10, na sede do Badesul, trouxe avanços. Além do reajuste de 8% no piso e do abono de R$ 3.500,00, obtidos nos 31 dias de greve nas negociações nacionais com a Fenaban, e aumento real de 1% para o ano que vem, os bancários do Badesul mantiveram sua 13ª Cesta Alimentação e adicionaram a conquista na 11ª cláusula, a de transparência.

A partir desta convenção específica, qualquer remanejo de funcionário deverá ser precedida de apresentação de planilha com as vagas existentes na intranet. O abono, conforme prevê o acordo, deve ser pago em 25 de outubro.

Ato de apoio

Durante a greve, os bancários realizaram um ato de solidariedade em frente à sede do Badesul e, em caminhada, foram até o Palácio Piratini cobrar uma postura de defesa do banco público de fomento.

“Ainda estamos esperando da atual diretoria do Badesul um gesto público de defesa da imagem do banco. Essa postura também não se concretizou por parte do governo do Estado, mesmo com o compromisso assumido por assessores no Palácio Piratini. Tanto clientes e mercado, além dos funcionários, esperam essa atitude favorável, uma condição para afastar qualquer prejuízo à imagem do Badesul e manter a instituição pública forte”, afirmou Everton Gimenis.

Para ele, é importante lembrar que o Badesul ficou descrendenciado junto ao BNDES somente por dois ou três dias: “Este é um sinal de que não há problemas sérios a ponto de ameaçar a saúde financeira da instituição”, asseverou o presidente do Sindicato. “O Badesul é um banco muito importante para o desenvolvimento da economia e da sociedade gaúcha. Só não vê e não sabe disso quem não quer o Badesul público e forte”, concluiu Gimenis.

 

 

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