Aumento de relatos de afastamento de funcionários da Caixa por Covid preocupa SindBancários

Desde a última semana, o SindBancários tem recebido mais relatos de afastamento de funcionários(as) por Covid na Caixa, especialmente na rede de agências. Os afastamentos incluem casos de contatantes, que também estão sendo isolados.

No dia 14 de janeiro, diretores do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região encaminharam ofício à Superintendência da Caixa sobre a situação da disseminação do Coronavírus nas agências e escritórios do banco. Após 10 dias sem resposta, a Superintendência retornou apenas na segunda-feira, dia 24. No documento, a Caixa afirma que estão sendo reforçados os protocolos, porém não atende a solicitação de fornecimento de um mapa dos casos.

Apesar de ter controle dessas informações, a Caixa opta por não passar. Por isso, a importância de que os(as) trabalhadores(as) avisem o sindicato sobre os casos nas unidades. Além de fazer interlocução junto aos gestores do banco, para garantir o cumprimento dos protocolos, os dirigentes sindicais têm verificado pessoalmente as condições das agências. O panorama encontrado é de cumprimento dos protocolos, mesmo que em alguns casos com demora para o serviço de higienização após casos positivos de covid na unidade.

Sobrecarga

O SindBancários atuou nos casos em que tomou conhecimento, encontrando algumas agências com um percentual de colegas afastados preocupante, com comprometimento significativo no funcionamento da unidade. A partir desses afastamentos, porém, os dirigentes têm testemunhado colegas enfrentando uma sobrecarga ainda maior de trabalho, chegando a situações limite. De acordo com a dirigente sindical Sabrina Muniz, três agências de grande movimento visitadas estão com apenas um caixa atendendo os clientes. Em uma delas, a bateria de caixas fica fechada durante o almoço do colega. “Imagina o quanto fica comprometida a refeição desse colega, que certamente deve almoçar nervoso só pensando na fila que está lá aumentando. Sem falar na penúria para os clientes que aguardam o atendimento e o desgaste de imagem para a própria Caixa”, avalia a dirigente.

O sindicato está alerta e atuante para que os protocolos sejam cumpridos e também para que haja condições de trabalho para os colegas que ficam na agência após os afastamentos. Para o diretor do Sindbancários, Guaracy Padilla, “a situação encontrada expõe um flagrante do quanto os colegas são afetados com a falta de contratações, sobrecarga de trabalho, adoecimento ocupacional, entre outros. Esses são exemplos de como os empregados da Caixa tem trabalhado em condições precárias. Precisamos reverter esse quadro”.

Protocolos

Conforme o diretor financeiro do Sindicato, Tiago Pedroso, o SindBancários está em alerta permanente, dialogando, solicitando aperfeiçoamentos e cobrando o cumprimento dos protocolos de prevenção à COVID-19 nas unidades da CAIXA: “Esta luta é de todos. Neste momento crítico, é necessário que todos participem dos esforços de prevenção, sem exceções. Cada colega deve respeitar e exigir o distanciamento social no seu local de trabalho, sempre atento aos protocolos estabelecidos. Com unidade e participação coletiva, superaremos as fakenews, a ignorância, a falta de empatia, o obscurantismo, o fascismo e a COVID-19”.

O Sindicato reforça a importância de todos seguirem os protocolos e que os casos sejam reportados à entidade e aos dirigentes sindicais. “Já que a última portaria do Ministério da Saúde faz parecer que a pandemia não existe, seria importante reforçar as questões de distanciamento, uso constantes de máscara e higienização, até de forma preventiva e diária”, recomenda o presidente do SindBancários, Luciano Fetzner.

Texto: Amanda Zulke com revisão de Manoela Frade

Imprensa SindBancários

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