Aumento salarial em 2021, PLR: conheça os direitos dos financiários

Para marcar o lançamento do informativo O Financiário, SindBancários faz um apanhado dos principais direitos destes trabalhadores

Se você trabalha em uma financeira, saiba que o reajuste salarial deste ano certamente já está garantido! E mais: graças as Convenções e Acordos Coletivos de Trabalho (CCTs e ACTs) negociadas entre Sindicatos e as entidades patronais, há dezenas de direitos garantidos, como PLR e anuênio, que outros trabalhadores brasileiros não tem.

A partir desta quinta, 15/4, na busca de melhorar a comunicação e deixar os funcionários de financeira melhor informados, o SindBancários lança o Financiário Online. E para marcar a data, faz um apanhado dos principais direitos desta importante parcela da categoria.

Vale lembrar que estes direitos não foram um presente, mas sim conquistas acumuladas há anos. Em cada campanha salarial, avançamos um pouco na ampliação dos direitos e aumentos salariais, de forma que hoje são dezenas de clausulas garantindo diversas verbas.

“O movimento sindical bancário, há muitos anos, trabalha na construção de representação dos trabalhadores do ramo financeiro, de forma que o SindBancários não representa apenas os bancários, mas também os financiários. Com este boletim, pretendemos fortalecer nossa relação e melhor informar estes trabalhadores”, explica a diretora de Financeiras e Terceirizadas do SindBancários, Caroline Heidner.

Sindfin, Fenacrefi, SindBancários, Fetrafi-RS…o que é tudo isso?

O Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários) e a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do RS  (Fetrafi-RS)  são as entidades que representam os trabalhadores – neste caso, os financiários. Já o SindFin (Sindicato Interestadual das Instituições Financeiras Não Bancárias) e a Federação Interestadual das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento  (Fenacrefi) são sindicatos patronais. Eles representam os interesses das financeiras. Quando vamos negociar aumentos salariais, por exemplo, o SindBancários e a Fetrafi-RS sentam à mesa do lado oposto das entidades patronais.

É importante lembrar que este modelo de negociação é um dos pilares de um Sindicato. A ideia é que todos os trabalhadores, juntos, tem melhores condições para negociar  do que se buscassem aumentos e direitos de forma individual.

Também é importante ressaltar que há diferenças entre os acordos fechados com o Sindfin e a Fenacrefi.

Se pareceu um pouco complicado, vale lembrar que há cooperativas de crédito e financeiras que não são filiadas a nenhum sindicato patronal em que as negociações são realizadas diretamente com suas direções. E ainda há outros sindicatos que representam os funcionários além do SindBancários, cujos direitos também não são os mesmos.

Direitos pelo Acordo do SindFin

A maioria dos financiários do Rio Grande do Sul é regido pelo Acordo assinado com o SindFin, entidade patronal criada pelas financeiras locais, cuja data base é 1º de agosto. Entre os principais pontos do Acordo atual, está o reajuste automático, de todas as verbas salariais, a partir de agosto de 2021, pelo INPC + 1% de aumento real.

O Acordo possui 41 cláusulas, com direitos específicos dos financiários que vão além daqueles já garantidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Por exemplo: financiário tem direito a faltar ao trabalho, dois dias por ano, para levar o filho menor de 14 anos ao médico. O Acordo também garante direitos como anuênio de R$ 15,65; cheque negociação sindical de R$ 329,62 por mês e gratificação semestral, paga em janeiro e julho, equivalente a remuneração do mês anterior.

Os financiários regidos pelos acordos do SindFin ainda tem direito a receberem Participação nos Lucros e Resultados (PLR), equivalente a 50% do lucro líquido das financeiras distribuído de forma igual, limitado a 35% das verbas salariais.

Clique aqui e leia o acordo na íntegra

Direitos pelo Acordo da Fenacrefi

A Fenacrefi rege os funcionários ligados, principalmente, a instituições nacionais, como as financeiras dos grandes bancos brasileiros. A data-base destes trabalhadores é 1º de junho, com uma Convenção Coletiva com 64 clausulas.

As diferenças são várias, a começar pelo reajuste em 2021, que também está garantido, mas pelo INPC.

A PLR destes trabalhadores é muito semelhante a dos bancários, sendo composta por duas parcelas. A básica, equivalente a 90% do salário-base mais verbas de natureza salarial, mais o valor fixo de R$ 2884,55. A isso, soma-se a parcela adicional, equivalente a 20% do valor fixo (R$ 576,91).

Outros direitos dos trabalhadores regidos pela Fenacrefi são anuênio de R$ 33,87, auxilio-refeição de R$ 38,65 e auxilio-alimentação, com 13ª cesta, de R$ 616,28, e auxílio creche/baba de R$ 417,52. A Fenacrefi também aderiu ao Programa de Prevenção à Violência Doméstica e Familiar Contra Mulher, que visa acompanhar e combater casos de violência doméstica sofrida por trabalhadoras do setor.

Clique aqui e leia a íntegra do acordo

Tem dúvidas, sugestões ou denúncias?

Ficou com dúvidas, tem sugestões ou sua financeira não está cumprindo os Acordos? Mande uma mensagem por whatsapp para a diretora de Financeiras e Terceirizadas do SindBancários, Caroline Heidner, pelo telefone 51 99627 9545.

Fonte: Imprensa/SindBancários

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