Ato Nacional em Defesa da Caixa ligou os pontos entre o voto e a importância dos bancos público na defesa dos trabalhadores, do país e da democracia

Domingo é dia de eleição para o segundo turno. mas não será um dia daqueles que devemos votar somente por votar. Não é qualquer futuro que estará em jogo assim que ouvirmos a musiquinha da urna eletrônica tocar. Vamos direto ao ponto com o bancários porque o Ato Nacional em Defesa da Caixa Pública na tarde da quarta-feira, 24/10, em frente ao Edifício-Sede da Caixa, no Centro Histórico de Porto alegre não foi de meias palavras. Verdades foram ditas a respeito de uma disputa sobre a sobrevivência da democracia futuro.

De um lado um projeto sinistro. Jair Bolsonaro (PSL) mais promete caçar inimigos políticos do que apresenta proposta. De outro, Fernando Haddad (PT) faz um discurso de defesa da democracia e se constitui na esperança de derrotar um fascismo que quer pintar o Brasil de cores fúnebres. Diretores do SindBancários, representantes de movimentos sociais, dirigentes da CUT-RS, pessoas que passavam pela Praça da Alfândega e paravam para ver o ato têm uma coisa em comum: acham que a Caixa precisa permanecer pública custe a resistência que custar e que o voto em Haddad no domingo é uma forma de garantirmos até mesmo a liberdade de dizermos o que pensamos de um governo quando ele agir errado. Que os trabalhadores estejam a partir de domingo livres de uma ditadura consagrada pelo voto e dispostos a resistir aos tempos de luta que se prenunciam. 

Assista ao vídeo do ato

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, foi firme ao apontar a relação que existe entre o voto no próximo domingo, 28/10, a manutenção da Caixa 100% pública, os direitos dos trabalhadores e a democracia. Claramente há dois projetos diferentes neste segundo turno de eleições. Um deles representa o atraso, a entrega das empresas públicas, a violência das ameaças de porrada. Este é projeto da manutenção da política de retrocessos do golpista Michel Temer, com suas reformas trabalhistas, suas terceirizações e teto que congela investimentos em saúde, segurança e educação por 20 anos. O outro é um projeto de manutenção das empresas públicas como a Caixa como instrumentos de fomento de superação de crises e de melhora das condições socioeconômicas das populações que precisam de programas como o Minha Casa Minha Vida.

Gimenis fez questão de apontar o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, como aquele que tem simulado, sobretudo no segundo turno, ser um candidato que vai defender o patrimônio público enquanto todas as indicação mostram o contrário. Ele não passa de um continuador de Temer que promete o canhão e a bala como acelerador da entrega do patrimônio público. “Se o Bolsonaro ganhar a eleição, eles vão desmontar a Caixa para vender em pedaços. A defesa da Caixa com seu compromisso público com as pessoas mais pobres e que mais precisam está diretamente ligada ao voto no domingo. Está em jogo a defesa da soberania nacional ante um projeto que claramente ameaça acabar com tudo que conquistamos”, alertou Gimenis.

Para Gimenis, a história do povo brasileiro está ameaçada pelo claro fascismo do candidato Bolsonaro. Inclusive, ele deixa clara toda a sua ferocidade contra quem pensa diferente dele ao jurar perseguir o ativismo político. “Acabar com o ativismo significa que nós que hoje estamos aqui protestando não poderemos protestar mais. Não poderemos mais dizer que discordamos de certos rumos de um governo. A democracia é respeitar os direitos de quem discorda. Ou ficamos do lado da democracia e dos direitos ou vamos ficar sem nada. A Caixa é do povo brasileiro e a democracia e os trabalhadores são fundamentais”, acrescentou Gimenis.

Entre dois projetos

O presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, exaltou a importância da Caixa pública e propôs pensarmos em dois projetos ao votar no próximo domingo. Projeto 1: candidato a a presidente que defende e sempre defendeu os bancos públicos e seu papel de agente indutor do crescimento. 2) Quem acha que tem que vender tudo e acabar com a característica da Caixa de combater a desigualdade social e ajudar os pobres . Os primeiros votam em Haddad. Quem fechar com o 2, vota no “Bozo”, como disse Claudir. “A Caixa pública tem a vocação de cuidar da aplicação das políticas sociais. Os banqueiros estão loucos para botar a mão na Caixa e entregar para o mercado. Vou no papo reto com vocês: Nos próximos dias, a vida pode ficar mais difícil ou mais fácil”, discursou Claudir.

O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Guiomar Vidor, chamou a atenção para os retrocessos que os trabalhadores enfrentaram depois do golpe de 2016, quando Temer assumiu. “Jamais tínhamos visto tamanha regressão no mundo do trabalho. Nesta eleição, está posto o debate da destruição do estado nacional. Esta turma do Bolsonaro vem para privatizar a Caixa, um banco social”, afirmou

Quem vai perder

Para a diretora da Fenae e empregada da Caixa, Rachel Weber, a defesa da Caixa tem que ser feita sob uma reflexão a respeito de quem mais vai perder com a entrada de um governante que quer acelerar os retrocessos que o governo Temer já causou. E quem saiu mais prejudicado? O pobre. “Para quem não é rico, só consegue financiar a casa própria na Caixa. A proposta do candidato Bolsonaro é fazer o que outros governos neoliberais não fizeram: privatizar o mais rápido possível”, sentenciou Rachel.

Ação de trombadinhas

O diretor de saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles, comparou a ausência de propostas da candidatura de Boslonaro como um golpe, um cheque em branco para agir como um “trombadinha”. Mauro fez questão de alertar que se trata de um candidato das elites do Brasil, aquela gente milionária que não tem outra tarefa se não acumular riquezas, produzir desigualdade social e levar embora os direitos do povo brasileiro. “É mais uma tentativa das elites de manipulação do povo brasileiro. Agem como trombadinhas. Distraem a vítima para nos roubar. Quando vemos, estamos sem o celular e sem a carteira. Quando nos dermos conta, não teremos mais casa própria, nem direitos. É um verdadeiro estelionato eleitoral o que querem fazer”, definiu Mauro.

O diretor da Fetrafi-RS e representante dos bancários da Caixa na Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), Gilmar Aguirre, acrescentou mais um condimento que liga a democracia, os direitos e a Caixa. “Defender a Caixa é defender o desenvolvimento do Brasil. Domingo todos nós temos em nossas mãos a decisão de escolher o país que queremos. Queremos mais um banco privado ou uma Caixa forte e púbica? Quem fez o Brasil sair da crise financeira foram os bancos públicos. Eles vêm com um liquida Brasil com todo vigor, mas nós saberemos resistir”, explicou.

De quem mais precisa

O diretor do SindBancários e empregado da Caixa, Jaílson Bueno Prodes, expôs um risco real ao qual a Caixa está correndo caso as urnas acolham votos no projeto de entrega do patrimônio público. Pense bem: banqueiro privado só pensa em lucro, não abre agência em cidade pequena e quer como cliente quem tem dinheiro. Se fica com a Caixa… “A Caixa é um banco público que presta assistência social aos brasileiros há mais de 100 anos. É um banco que tem conta popular para as pessoas mais pobres, que mais precisam da Caixa. Isso não interessa a banqueiro privado. Eles só querem lucrar e lucrar”, afirmou o dirigente.

A diretora do SindBancários e empregada da Caixa, Caroline Heidner, fez um alerta à classe média brasileira. A Caixa é responsável por 70% do crédito da casa própria no Brasil. Essa democratização do investimento também atinge a classe média. “A classe média se confunde. O banco público é uma ferramenta indispensável para desenvolver o país. Não podemos admitir que um projeto de governo privatize um patrimônio público da importância da Caixa. Nós sabemos que a estratégia dessa gente é fazer fake news. Falam que têm compromisso com a Caixa e que vão fazer a Caixa ser ainda maior. Não podemos acreditar nisso. Temos que escolher domingo o projeto que garante o desenvolvimento do país”, detalhou Caroline.

O povo numa encruzilhada

Para a diretora da Fetrafi-RS e funcionária do Banrisul, Denise Falkenberg Corrêa, o povo brasileiro está numa encruzilhada. “O voto no domingo vai definir os rumos deste país. A manutenção dos nosso direitos de trabalhadores e trabalhadoras está diretamente relacionada ao resultado das urnas. Ou mantemos o que temos ou caímos no abismo do fascismo que nos espera. É a democracia ou a barbárie”, disse Denise.

Liberdade de falar bem só de um candidato e de esconder o outro

Os jornalistas também estiveram representados no ato da Caixa. Há pouco metros do Edifício-Sede, mais precisamente na esquina da Caldas Junior com a Rua dos Andradas, o jornalista Juremir Machado da Silva protagonizou uma demissão ao vivo. Na verdade, não foi uma demissão da Rádio Guaíba, mas do programa Bom dia, de um reconhecido jornalista conservador gaúcho. Durante a entrevista que o candidato Jair Bolsonaro concedeu ao programa, somente o apresentador pôde fazer perguntas como exigência do candidato e acordo feito com a direção da Rádio Guaíba. Juremir permaneceu calado no estúdio durante toda a entrevista e anunciou ao vivo que não participaria mais do programa.

O presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul (Sindjors), Milton Simas, disse no Ato Nacional em Defesa da Caixa que o jornalista foi censurado e que essa atitude deixa clara a influência do bispo Edir Macedo, dono da Rede Record, na definição do conteúdo da Rede Record. Quer dizer, ele age como um censor. Bispo, aliás, que declarou apoio ao candidato representante do fascismo. “Esse grupo de comunicação, o seu proprietário, está tendo um papel muito triste. Assumiu o lado do fascismo, do medo, de causar constrangimento e assediar jornalistas. O bispo Edir Macedo está influenciando o conteúdo. A liberdade de imprensa está suspensa. Colegas estão sendo ameaçados e sofrem pressão para escreverem matérias positivas sobre Bolsonaro e negativas sobre Haddad”, detalhou Milton Simas, que lembrou que a Rádio Guaíba é uma concessão pública de rádio e que deve legalmente primar pela neutralidade.

O militante do Coletivo Juntos, Gabriel De Bem, trouxe ao ato da Caixa a voz da juventude com formação política. Para ele é urgente a mobilização e a unidade da classe trabalhadora para derrotar o candidato fascista, Jair Bolsonaro. “A classe trabalhadora precisa derrotar o projeto fascista. mesmo derrotado, precisamos nos mantermos unidos. A luta não acaba no dia 28”, explicou.

Fonte: Imprensa SindBancários

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

FACEBOOK

SERVIÇOS

CHARGES

VÍDEOS

O BANCÁRIO

TWITTER