Ato em PoA marca 159 anos da Caixa

Governo Bolsonaro contrata banco dos Estados Unidos para abrir processo de privatização, enquanto bancários defendem Caixa pública no aniversário do banco

Os(as) bancários(as) que acompanham as notícias sabem muito bem que o mundo está interligado e que nada acontece por acaso. Quando o governo dos Estados Unidos joga bombas no Iraque e mata um importante militar iraniano, o risco de que haja aumento no preço dos combustíveis é maior do que se as bombas não tivessem caído no Oriente Médio.

E quando o presidente Jair Bolsonaro chega a dizer que ama o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e coloca um ministro da Economia que estudou numa das principais universidades estadunidense? Isso significa que o parceiro de ideologia deverá ser beneficiado em algum momento. Quer uma prova da ligação?

O ministro da Economia, Paulo Guedes, que estudou economia na Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, está por fechar a contratação do banco de investimento estadunidense Morgan Stanley. Quer dar início ao processo de privatização da Caixa Econômica Federal (CEF) a partir de seu braço de seguros, a Caixa Seguridade.

O SindBancários não vai deixar passar esse movimento político e econômico do governo Jair Bolsonaro sem protestar. Os dois (Bolsonaro e Paulo Guedes) deram um presente de grego ao povo brasileiro justamente no mês que a Caixa completa 159 anos. Vamos fazer um ato ao meio-dia da segunda-feira, 13/1, no Centro Histórico de Porto Alegre.

Quando a Caixa Econômica Federal se tornou o banco do povo brasileiro, a Lei Áurea, aquela que acabou com a escravidão em 1888, ainda não havia sido promulgada. O governante do Brasil em 1861 não era um presidente eleito, mas um imperador. Era Dom Pedro II.

Já faz tempo que a Caixa é pública e funciona. Não tem por que mudar o que está dando certo há tanto tempo”, diz o presidente do SindBancários, Everton Gimenis.

Participe do Ato em defesa da Caixa pública em frente do Edifício-Sede. Vamos cortar o bolo da luta em defesa do patrimônio do povo brasileiro. A Caixa, desde 1861, é pública e importante para a vida dos trabalhadores e para quem mais precisa. Se funciona desde sempre pública, não tem por que mudar.

Ato de aniversário em defesa da Caixa pública

Segunda-feira, 13/1 | Meio-dia | Edifício-Sede Querência (Rua dos Andradas, 1.000, Centro Histórico de Porto Alegre)

Garoto-propaganda

Segundo reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães – que é genro de Léo Pinheiro, ex-executivo da OAS que mudou sua delação para incriminar Lula – será uma espécie de garoto-propaganda do processo de privatização, participando de “roadshows” mundo afora com agentes do sistema financeiro.

Os planos da Caixa incluem o pedido da oferta pública inicial de ações junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no início de fevereiro e a precificação da operação em abril.

A privatização da Caixa Seguridade servirá de modelo para outras áreas que devem ser vendidas pelo banco estatal. O próximo da fila é a operação de cartões, cuja venda está prevista para junho.

Privatista

Especialista em privatizações, Pedro Guimarães assessorou a venda do Banespa e é sócio do banco de investimento Brasil Plural. Alçado à presidência da Caixa, o genro de Leo Pinheiro foi funcionário de Paulo Guedes no BTG Pactual.

Para privatização da Caixa, ele será assessora pelo Morgan Stanley, que foi criado pelo neto do banqueiro J.P. Morgan após a grade depressão nos EUA, em 1935, quando o governo estadunidense proibiu que bancos comerciais atuassem também na área de investimentos.

A fundação do Morgan Stanley por Henry S. Morgan em sociedade com Harold Stanley permitiu que a família Morgan atuasse nos dois ramos, com J.P. seguindo à frente da linha comercial.

Fonte: Imprensa SindBancários, com informações da Revista Forum

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