Ato em defesa da Cassi em frente a Super do BB alerta para desmonte e importância da participação na luta

A Superintendência Estadual do Banco do Brasil no bairro Higienópolis está com o seu destino traçado. E esse destino foi desenhado em alguma planilha por alguém com cabeça de mercado. Quem tem cabeça de mercado pensa bancos públicos como empecilhos ao desenvolvimento e liberdade exatamente do mercado. O Ato Nacional em Defesa da Cassi do BB em frente à sede da Super, na tarde da quarta-feira, 20/6, mostrou exatamente o contrário. Essa visão de mercado não é a salvação do BB, mas sua tragédia. Um relatório que aponta que a Cassi tem que tirar mais dinheiro dos colegas é a prova do crime de desmonte patrocinado pelo governo federal. A outra: a Super deve fechar até dia 1º de julho.

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, tratou de demonstrar que essa política de desmonte faz parte da ideologia do golpe que o governo Temer aplicou em 2016. Não foi só a derrubada de uma presidenta eleita, mas um golpe nos direitos. O efeito disso? É produzir uma tensão permanente entre os colegas do BB. Ameaçar com retirada de acesso à saúde, adoecer os bancários. O plano macabro se completa com o efeito disso tudo. Jogar com a imagem de empresas públicas, como a Caixa, a Petrobras, os Correios, a Eletrobras e o próprio BB como se fossem ineficientes. No processo de desmonte, eles fazem de tudo para dizer que essas empresas públicas não são lucrativas, atendem mal e que a população reclama e quer privatização.

Gimenis exortou os colegas da Super a pensarem a Campanha Salarial 2018 como uma oportunidade de debater, se unir e enfrentar toda a sorte de ataques traduzida em retirada de comissionamentos, transferências sem nenhum debate ou aviso prévio e precarização da saúde com a aplicação de uma gestão baseada em assédio moral e cobrança de metas. “O que esse governo golpista faz com as empresas públicas e com a Cassi não é uma coisa isolada. É uma lógica de desmontar e entregar bancos públicos que não terminou e se aprofunda. Daqui a seis meses, um colega pode ser mandado para Curitiba ou outro Estado e ter que mudar totalmente a sua vida. Não adianta baixar a cabeça e achar que, se ficar quieto, vai ser poupado. Apesar de todas as dificuldades, sou otimista. O governo Temer, junto com o Congresso Nacional, conseguiu passar a reforma trabalhista, mas não teve força para aprovar a reforma da previdência, porque a gente resistiu e lutou”, afirmou Gimenis.

Divisor de águas e apelo

O funcionário do Banco do Brasil e ex-diretor do SindBancários, Julio Vivian, contou uma história pessoal de saúde em frente ao prédio da Super para mostrar a importância da Cassi. Julio passou por uma cirurgia, foi muito bem atendido, mas sabe também que o período de recuperação e a assistência toda de primeira estão em risco. E isso tem a ver com a história mais recente e o papel de banco público que o BB desempenhou para fortalecer a soberania brasileira e ajudar a enfrentar a crise cíclica do capitalismo em 2008, 2009.

Para Julio, a Campanha Nacional deste ano será um “divisor de águas”. “O mesmo banco que garantiu que a crise fosse uma marolinha agora está sendo desmontado. É o mesmo banco que agora cria uma crise na Cassi e passa uma mensagem de email bonitinha para nós dizendo que não tem como manter a Cassi. Quem olha os relatórios sabe que o número de dependentes não impactou em nada a Cassi. Quando a gente quebra o princípio da solidariedade, a gente abre a porta para uma consultoria apontar para o banco acabar com a Cassi”, detalhou Julio.

A diretora do SindBancários e funcionária do Banco do Brasil, Bia Garbelini, fez um apelo à participação dos colegas de agências e de setores na Campanha Nacional 2018 que já começou. “Isso aqui vai ser tudo fechado em 1º de julho. Muitos colegas vão perder função aqui. É preciso que os colegas se conscientizem da importância da participação e da mobilização neste contexto de ataques a direitos de trabalhadores e participem. O BB não tem o direito de precarizar nosso trabalho e ainda atacar nossa saúde”, reivindicou ela.

Não aceitamos o relatório

O diretor do SindBancários e funcionário do BB, Rogério Fernandes, rechaçou as conclusões do relatório da consultoria privada sobre a Cassi. Além de um relatório com voz de patrão e cheiro de golpe na saúde dos colegas, o Banco do Brasil tem assumido uma postura ditatorial nas mesas de negociação permanente. Na última mesa, os representantes do banco fugiram do debate, abandonando a reunião em Brasília.

Para Rogério, essa postura não é casual. Isso porque os negociadores sabem que haverá prejuízos aos bancários no futuro se aplicarem as sugestões do relatório. “Não aceitamos o relatório da consultoria privada. Não aceitamos a proposta do banco. O banco nem quer mais negociar. Fizemos avaliação e temos convicção de que esse relatório vai nos prejudicar no futuro. Principalmente os ativos. Quando chegar a nossa vez de nos aposentar, como vai ser se não tem quem custeie, com essa proposta de impedir novos concursados de ingressar na Cassi”, questionou.

Quem errou a conta

O colega aposentado Irineu Zolin pegou o microfone em frente à Superintendência Estadual para pontuar algumas questões sobre a Cassi. Primeiro, ele disse que o absurdo da diretoria do BB já está feito com a proposta de impedir que os novos colegas concursados tenham direito a Cassi. E como essa decisão foi tomada? Irineu conta que uma consultoria privada foi contratada e produziu um relatório que mais parece a prova de que a Cassi é deficitária e tem que acabar.

O colega aposentado chamou a atenção para o fato de a Cassi ser saudável financeiramente. “A Cassi está com dificuldades? Está. Mas o banco usa uma consultoria que tem seus próprios interesses privados como prestadora de serviço. A grande maioria dos colegas não vai se inteirar do relatório. E nem sabe que a consultoria chega a confirmar aquilo que sempre dizemos. Falta a parte do banco na Cassi. Alguém errou a conta. A contribuição deve ter como foco a saúde do trabalhador”, avaliou Irineu.

Fonte: Imprensa SindBancários

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