Assembleia Nacional dos Banrisulenses mobiliza para a luta neste sábado, 11/11, e chama à resistência contra desmonte e venda de ações do Banrisul

Venda de ações ordinárias, com direito a voto, para colocar dois “representantes do mercado” no Conselho de Administração do Banrisul. Já são 15 agências do banco fechadas fora do Rio Grande do Sul. Uma consultoria privada chega a monitorar caixas para fazer com que vendam produtos do banco enquanto atendem à população. E toda essa reestruturação feita na moita, de uma hora para outra sem que os Banrisulenses saibam exatamente o que está acontecendo.

Chegou a hora de os Banrisulenses irem mais uma vez para o front da nossa em defesa do Banrisul público. Neste sábado, 11/11, a partir das 9h30, no auditório da Fetrafi-RS, vamos para a nossa Assembleia Nacional organizar a nossa luta. A unidade é tudo para que possamos juntos enfrentar a ameaça de entrega a ameaça de entrega do banco público através de uma reestruturação sem transparência que fecha agências e aumenta a sobrecarga de trabalho.

O estarrecedor disso tudo é que essa operação de desmonte do Banrisul está sendo feita por funcionários do banco. Sim, colegas que assumiram cargos de direção e que nem se dignam a chamarem representantes dos trabalhadores ou mesmo prestar esclarecimentos. É certo que o Banrisul está sendo reduzido de tamanho, que sua imagem está sendo atacada e que o processo é de desmonte para uma venda.

O próximo passo, qual será? Fala, diretoria! O que mais vem por aí?

Queremos respostas e transparência! Afinal, essa consultoria está preparando armadilhas para os colegas? Por que a falta de diálogo e transparência? Sartori e Temer manipulam a opinião pública para dizer que vão salvar a economia do Estado entregando a governança do Banrisul.


Só na luta, defendemos o que é de todos nós. É tempo de os Banrisulenses trabalharem juntos para defender seus direitos e lutar por mais conquistas. A mobilização é permanente contra reestruturação e desmonte do Banrisul.

Vamos lutar para defender o Banrisul como um banco público de todos. Queremos um Plano de Carreira decente. Vem negociar, diretoria! Sexta-feira, dia 10/11, tem ato na DG. E no sábado, dia 11, vamos para a nossa Assembleia Nacional organizar a nossa luta. A unidade é tudo nesta hora!

A mobilização é permanente!

Vamos juntos lutar contra o desmonte do Banrisul. A venda de ações é um mau negócio para o Banrisul

Imagine que todas as ações do Banrisul possam ser representadas por uma laranja. Pois bem, desde 2007, quando a governadora Yeda Crusius criou ações preferenciais IPO e vendeu 43% delas, nós, os Banrisulenses, o próprio Estado e o povo gaúcho, passamos a ser donos de quase 75% dessas ações.

Mas quando, 10 anos depois, o governo Sartori anuncia que vai vender 24,5% das ações ordinárias (com direito a voto) e 7% do total de ações preferenciais, nós não temos que acreditar em tudo o que governador propagandeia. Isso porque, esse anúncio da venda, dito pelo próprio governo que garante o controle acionário do Estado pelo banco é, na verdade, uma história da carochinha.

Ora, o que esse anúncio de venda de ações esconde é que a fatia pública do Banrisul que vai restar como referência para o lucro e dividendos corresponde a um quarto da laranja.

Esses 25,5% das ações que restarão nas mãos do Estado é que servirão de referência para o repasse de dividendos do banco para o Estado investir em educação, saúde, segurança pública, infraestrutura.

Vender ações é um mau negócio para todos

Além disso, há uma questão que envolve os valores das ações do Banrisul. Nenhum banqueiro vai comprar qualquer coisa que seja para fazer um mau negócio ou ter prejuízo. O mercado, inclusive, já andou dando umas letrinhas para o governo Sartori. Se não for para ficar com o controle acionário do Banrisul, por que o Santander, o Itaú, o Bradesco ou um banco estrangeiro, iriam querer ações? A não ser que o golpe seja entregar dedos e anéis.

Qual banqueiro quer comprar ações do Banrisul por R$ 3 bilhões, como garganteia Sartori, para ter duas vagas no Conselho de Administração? Ora, banqueiro quer sempre tudo.

O mercado mandou dizer que, por conta disso, as ações do Banrisul podem não render tudo o que ele acha que vão render até dezembro. Há agências que dizem que o valor arrecadado ficaria entre R$ 1 e R$ 2 bilhões. Mal dá para cobrir duas folhas de pagamento.

Sartori chega ao último ano de seu governo sem, digamos, um currículo com grande serviço prestado ao povo gaúcho. Quer arrumar uma grana para tentar reeleger o seu projeto de crise. Sim, Sartori passou três anos falando em crise. Mas em solução para crise que é bom? Parcelamento de salários de servidores públicos, cortes de gastos na saúde, educação, infraestrutura e segurança. A venda de patrimônio público não vai tirar o Estado da crise financeira em que se encontra.

Tem que passar pela Assembleia

Uma reunião da Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul Público encaminhou uma importante tarefa em outubro. Foi criado um Coletivo Jurídico, reunindo as assessorias jurídicas da Fetrafi-RS e do SindBancários, para estudar ações na Justiça que possam impedir a venda das ações do banco.

Uma das primeiras observações dos advogados é que a venda de ações deve passar pela autorização da Assembleia Legislativa. Trata-se de respeitar a salvaguarda pela qual os Banrisulneses lutaram muito em 2002. Neste ano, conseguimos incluir no artigo 22 da Constituição Estadual uma cláusula que impede o governo de plantão vender o Banrisul num canetaço.

Mas nunca se sabe. Temos que ficar atentos e continuar mobilizados para garantir que o Banrisul permaneça um banco que ajuda o Estado a sair das crises e investe no povo gaúcho.

A nossa mobilização é permanente contra reestruturação e desmonte do Banrisul.

Negocia Plano de Carreira, diretoria do Banrisul


Um novo Plano de Carreira é uma demanda de todos funcionários e uma necessidade para a diretoria do Banrisul. Não é hora de desmontar o banco. Chega de transformar caixas em vendedores de produtos. Não venham com fechamento de agências. O Banrisul precisa de mais funcionários concursados.

Diretoria do Banrisul, não continue o processo de desmonte do Banrisul. A venda das ações potencializa que a governança seja exercida por agentes do mercado, enfraquecendo o papel público do banco. A reestruturação, com fechamento de agências e falta de funcionários, precariza o atendimento e enfraquece a imagem do banco. O que vocês estão fazendo na surdina, sem negociar ou avisar, não é do interesse dos funcionários, dos próprios colegas de banco.

 

Estamos na luta!

> Lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul Público lota o Auditório Dante Barone da Assembleia Legislativa

> Lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Badesul e BRDE no Plenarinho da Assembleia Legislativa, com inclusão do Banrisul na pauta de luta.

> Lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos na sede da Fetrafi-RS inclui Câmara dos Deputados e Senado Federal na luta pelos bancos públicos, com ato em frente a DG do Banrisul, e caminhada até a Fetrafi-RS.

Assembleia Nacional dos Banrisulenses

Sábado, 11/11 | 9h | Sede da Fetrafi-RS (Rua Cel. Fernando Machado, 820, Centro Histpórico de Porto Alegre)

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