As lições de solidariedade que o coronavírus oferece

Ao segurar a liberação do pagamento do auxílio emergencial entre R$ 600 e R$ 1.200 aos brasileiros mais pobres, Bolsonaro e sua turma se comportam como a COVID-19

No dia em que o mundo rompe a barreira do 1 milhão de pessoas oficialmente infectadas pelo novo coronavírus, Jair Bolsonaro e sua trupe continuam sua escalada de ignorância e absurdos. Agora, já não é mais nem o falso dilema discursivo sobre isolamento social para contenção da COVID-19 e o discurso de crise econômica.

Gente como o sócio do Madero, Junior Durski, também agem como vírus: de uma só tacada, Durski demitiu 600 dos seus funcionários.

Agora, o governo Bolsonaro, incluído aí o ministro da Economia, Paulo Guedes, está literalmente enrolando para pagar o auxílio emergencial aprovado pelo Congresso Nacional. Se Bolsonaro acionou a câmera lenta para passar a caneta e sancionar a lei do auxílio emergencial entre R$ 600 e R$ 1.200, agora ele congelou a imagem.

O governo, diante de sua incompetência, é um cego guiado por um vírus. O capitão Corona, vilão do Brasil em quarentena, não tem competência para pingar os valores decididos pelo Congresso nas contas correntes de quem mais precisa.

Bolsonaro insiste em não pagar a conta e dobrou a aposta. Pela manhã, fez circular um vídeo na frente do Palácio do Planalto suspeitíssimo. Uma senhora se dizendo  professora particular mandou, diante de um Bolsonaro estranhamente calado, o presidente da república jogar os milicos contra o povo brasileiro.

Ela disse que não precisa de ajuda do governo, que está com o presidente e que ele, Bolsonaro, parasse de falar com a grande imprensa.

Como diria Betinho, o homem que fez uma cruzada contra a fome neoliberal dos anos 1990 no Brasil, a Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida, quem tem fome tem pressa.

Bancários de bancos privados da área de atuação do SindBancários dão uma lição de solidariedade. Juntaram os tiems de futebol que disoutam campeonatos organziados pelo Sindicato e juntaram dinheiro pra compar comida em um supermercado próximo das pessoas da comunidade que doaram os alimentos arrecadados. Fizeram dois gols de placa: incentivaram empregos em uma empresa de pequeno porte e vão ajudr a combater o novo coronavírus saciando a fome de gente que precisa. (Leia aqui)

Bolsonaro parece não compreender esses pequenos grandes gestos. É pior: é insensível. Não se trata de dizer que Bolsonaro nunca passou fome na vida e não sabe. É pior: mesmo que ele passasse fome, dificilmente aprenderia a lição de cidadania de ajudar a quem mais precisa. É o que ele comunica.

O presidente do Brasil já está pagando caro pelo lance de tudo ou nada que apostou na mesa de cartas. Tem as mãos sujas dos vírus que mataram 58 brasileiros somente na quyinta-feira, 2/4. Já são 7.910 casos testados no Brasil, 299 mortes, uma taxa de 3,8% de mortes. E isso que não jogamos nesta conta de doentes a subnotificação, ou seja, aqueles casos que cuentistas calculam como sendo entre 10 e 15 vezes maior do que os realmente contabilizados pelos testes.

Ele ainda esperneia, acha que pode vencer o novo coronavírus. Mal sabe ele que não é um mico que ele tem nas mãos. Mas um vírus. A vergonha de Bolsonaro será ter sido derrotado por um ser invisível a olho nu.

Se ao menos ele ouvisse as vozes de quem mostra a ele que o Brasil pode virar um epicentro semelhante ao cenário da tragédia de Guayaquil, no Equador. Nessa cidade equatoriana, temos notícias em imagens de pessoas morrendo aos montes e corpos sendo queimados pelas ruas.

Nossa impotência ante a tragédia equatoriana é do tamanho da única coisa que podemos fazer pelos irmãos mais pobres de Guayaquil: desejar conforto para suas almas.

A luta contra um vírus, mas contra um presidente virulento e sem noção de história e sobre uma lição simples: sem vidas não há futuro. Não há negócios, não há economia, não há um país. É só aprender uma simples palavra: solidariedade. Paga logo, Bolsonaro!

Fonte: Imprensa SindBancários

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