Aposentados do Santander se reúnem na Casa dos Bancários e defendem Banesprev e Cabesp

Em reunião ocorrida na tarde da última quinta-feira (26), no auditório do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, os aposentados do Santander, oriundos do Banespa e Meridional, defenderam a manutenção do Banesprev e a perenidade da Cabesp.

O encontro foi promovido pelo SindBancários e Associação Gaúcha dos Aposentados do Banespa (Agabesp) e contou com a presença do  presidente da Afubesp, Camilo Fernandes, da diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Rita Berlofa, e do advogado da Anapar, Ricardo Só de Castro.

Banesprev: luta pelo “serviço passado” e abono de R$ 3.500

Camilo registrou que “a reforma dos estatutos do Banesprev foi sobrestada”. Ele alertou, no entanto, que as mudanças propostas pelo Santander preocupam os participantes. “Não aceitamos o fim das assembleias”, ressaltou o dirigente da Afubeso, defendendo a manutenção desse espaço democrático de debates e deliberações.

O advogado falou sobre o andamento da ação movida pela Afubesp, Sindicato de São Paulo, Contraf-CUT e Fetec-CUT/SP, cobrando da patrocinadora Santander o aporte do chamado “serviço passado” no Plano II do Banesprev. “O processo foi ajuizado em 4 de abril de 2003, ficou algum tempo paralisado sobre a competência para julgá-lo, mas agora está concluso nas mãos do juiz para ser julgado”, afirmou Ricardo, que é o autor da ação, lembrando que “é um processo muito complexo”.

O diretor do SindBancários e secretário de Comunicação da CUT-RS, Ademir Wiederkehr, destacou a audiência pública realizada em 17 de novembro de 2016 pelo senador Paulo Paim (PT-RS) sobre o “serviço passado” do Plano II e o não pagamento aos aposentados do abono de R$ 3.500 conquistado na última convenção coletiva dos bancários. “Paim obteve o compromisso da Previc em fazer uma mediação entre as partes”, destacou.

Além de negar o abono, o banco recusou no último dia 14 de março a proposta de aporte do “serviço passado”, dizendo que “se disporia a aportar à vista a sua parte, mas desde que a isso se seguisse a liquidação/extinção do Plano II”, o que foi considerado “inadmissível” pelos representantes dos participantes

O presidente da Afubesp aproveitou para informar que o banco, de forma unilateral, sem nenhuma negociação com o movimento sindical, comunicou que o atual plano de benefícios do SantanderPrevi será fechado para novas adesões. Aos novos funcionários será ofertado um plano de previdência aberto SBPrev (PGBL e VGBL), administrado pela Icatu Seguros. A mudança, que ainda depende de aprovação da Previc, foi muito criticada por Camilo.

Cabesp: aumento de contribuições para equacionar déficits

Rita, que é também presidente mundial da UNI Finanças, explicou a proposta negociada com o Santander para equacionar os sucessivos déficits operacionais da Cabesp nos últimos anos, que atingiram R$ 437,6 milhões em 2016 e R$ R$ 478,697 milhões em 2017. Tais desequilíbrios são resultados do fechamento do plano de saúde após a privatização do Banespa em 2000, do fim das receitas de seguros, do aumento das despesas médicas e do envelhecimento dos associados e que cada vez mais precisam de atendimento à saúde. Até agora os déficits foram cobertos por receitas das aplicações financeiras.

Ela disse que “o banco queria elevar a co-participação”, subindo o teto dos atuais R$ 125 para R$ 270, além de aumentar o número de procedimentos e especialidades. Além disso, o banco queria individualizar a cobrança por pessoa e não mais por grupo familiar e instituir uma franquia nos casos de internação.

Não há abusos que justifiquem o aumento da co-participação”, enfatizou Rita. “Ninguém vai ao médico, realiza exames de sangue ou faz uma cirurgia por prazer, mas sim quando se precisa”.

A dirigente sindical destacou que houve várias negociações com o banco e que pela primeira vez a Cabesp abriu os seus números para o movimento sindical, o que não ocorria na gestão anterior, possibilitando conhecer melhor a realidade da entidade.

A proposta de acordo eleva a mensalidade de forma escalonada para associados e Santander, passando para 4% em 2018, 5% em 2019 e 6% em 2020. “O objetivo é garantir a perenidade do nosso plano de saúde, pois os estudos atuariais indicam que teremos ainda 13 mil vidas dependentes da Cabesp em 2046”.

O acordo foi construído pelas entidades sindicais e associações em conjunto com a diretoria da Cabesp e está sendo debatido em reuniões com os banespianos em todo o país. A discussão e votação em assembleia extraordinária está prevista para o dia 30 de junho.Caso não haja quórum, será submetida à votação em plebiscito, conforme os estatutos.

Houve várias perguntas para tirar dúvidas e esclarecimentos, que foram respondidas por Rita e Camilo.

Leia abaixo o panfleto distribuído aos presentes.

1º de Maio

Ademir convidou os aposentados do Santander, para que participem do ato unificado de 1º de maio, que as centrais sindicais e os movimentos sociais realizam, a partir das 10h, junto ao Espelho D’água, no Parque da Redenção, em Porto Alegre, em defesa dos direitos, da democracia, por Marielle e pela liberdade do ex-presidente Lula.

Rita reforçou a necessidade de refletir sobre a conjuntura nacional e internacional, marcada pelos ataques dos capitalistas contra os trabalhadores, salientando a importância de defender os direitos trabalhistas e sociais e a democracia.

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