Após cobranças, Santander suspende ampliação do horário de atendimento

Movimento sindical vinha denunciando banco, que era o único no Brasil a ampliar horário de atendimento

Após várias denúncias do movimento sindical de que o Santander era o único banco no Brasil que estava ampliando o horário de atendimento ao público,  a instituição financeira voltou atrás. Assim, o Santander suspendeu, por tempo indeterminado, a dilatação do horário de atendimento gerencial anunciado no começo da semana. As unidades seguem funcionando das 9h às 10h (atendimento prioritário) e das 10h às 14h (público em geral).

Desde o início da pandemia, o movimento sindical tem cobrado a redução do horário de atendimento para diminuir o tempo de exposição dos colegas a possível contaminação a Covid-19. Vale ressaltar que, mesmo com horário reduzido, o Santander já somou diversos casos de bancários contaminados por Covid-19.

“A preocupação do banco, neste momento, não deveria ser com o horário, mas em proteger cada vez mais os trabalhadores e clientes, ampliando os protocolos de segurança sanitária e garantindo plenas condições de trabalho. Valorizamos que o banco tenha revisto a medida da ampliação do horário, pois resultaria em mais exposição aos colegas a contaminação do Covid-19”, ressalta o  funcionário do Santander, secretário Executivo do SindBancários e representante dos gaúchos na Comissão de Organização dos Empregados (COE) Luiz Cassemiro.

Cassemiro também ressalta que o Sindicato segue atento às ações do banco e não poupara esforços para tentar barrar qualquer medida que não leve em consideração a vida e a segurança dos bancários.

Projeto que inclui bancários no PNI está no Senado

Aprovado na quinta, 17/6, na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 1.011/2020, que inclui os bancários como prioridade no Plano Nacional de Imunização (PNI), foi encaminhado oficialmente ao Senado nesta quarta, 23/6.

Cassemiro lamenta que seja necessário um projeto de Lei para vacinar os bancários. “Infelizmente, não vimos um governo preocupado e empenhado em comprar vacinas, se houvesse essa preocupação, hoje não faltaria vacinas no Brasil. Mais lamentável ainda é um PNI que não leva em consideração dados técnicos. Os bancários não lutam para serem incluídos no PNI por vaidade, mas porque existem diversos laudos e estudos que demonstram que ambientes fechados, sem janelas, com grande circulação de pessoas, aumenta o risco de contrair Covid. Tanto que as mortes na categoria aumentaram mais de 140% na pandemia”, explica Cassemiro.

Ainda não há data para o PL 1.011/2020 ser apreciado pelo Senado.

Fonte: Imprensa/SindBancários

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

FACEBOOK

SERVIÇOS

CHARGES

VÍDEOS

O BANCÁRIO

TWITTER