Alta lucratividade dos bancos não impede corte nos postos de trabalho, e RS é um dos estados mais atingidos

Entre janeiro e julho deste ano, os bancos que operam no Brasil – mesmo computando lucros gigantescos – fecharam 5.864 postos de trabalho em todo o país, conforme a Pesquisa de Emprego Bancário (PEB), divulgada nesta terça-feira , 25/08, pela Contraf-CUT. E o Rio Grande do Sul figura como um dos quatro estados mais atingidos pelos cortes. Os bancos estabelecidos no RS cortaram este ano 579 postos de trabalho.

Com mais cortes que o RS, apenas Rio de Janeiro (-1.023), São Paulo (-782), Minas Gerais (-618). Das 27 unidades da Federação, 23 Estados registraram saldos negativos de emprego. Em quatro Estados houve saldo positivo entre desligamentos e admissões, com destaque para o Pará, com geração de 108 novos postos de trabalho, seguido por Mato Grosso, com 39 novos postos no período.

O estudo é feito mensalmente, em parceria com o Dieese, e usa como base os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Os que mais demitem

Os principais responsáveis pelos cortes são os bancos múltiplos, com carteira comercial, categoria que engloba grandes instituições, como Itaú Bradesco, Santander, HSBC e Banco do Brasil, responsáveis por 3.715 empregos eliminados no período. Segundo a pesquisa, o resultado foi parcialmente influenciado por planos de incentivo à aposentadoria do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

“Os bancos insistem, nas negociações, em dizer que são o setor da economia que menos demite, comparando-se indevidamente com setores que atravessam crises pontuais. Mas o que estamos verificando é diferente. Existe uma tendência de redução de postos de trabalho justamente no setor que não vive nenhuma crise e que vem obtendo altos lucros”, afirma Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT.

Mobilização na Campanha

“Os números da pesquisa confirmam o que já sabíamos – que o Rio Grande do Sul é um dos estados mais atingidos pela sanha de lucro dos banqueiros”, diz o presidente do SindBancários, Everton Gimenis. “Na primeira mesa de negociação nacional com a Fenaban, dia 19 deste mês, os banqueiros não garantiram a manutenção dos empregos. Isso só reforça a necessidade de toda a categoria se mobilizar e se integrar de fato à nossa Campanha Salarial. O nosso presente e o nosso futuro estão em jogo”, acrescenta.

Brasileiros no topo da lucratividade

Recentemente foi divulgado o relatório anual do Banco Internacional de Compensações (BIS), trazendo números sobre os sistemas financeiros de diversos países. O relatório traz os bancos brasileiros como os mais lucrativos do mundo desde o ano 2000 (quando foi iniciada a série). Confira o estudo no link abaixo:

http://migre.me/rjEOY

 

 

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