Além de proposta indecente, banqueiros debocham com tarifa bancária que subiu nove vezes mais que a inflação em 3 anos

As tarifas cobradas pelos oito maiores bancos do país nos últimos três anos cresceu até 169%, percentual 8,6 vezes superior à inflação para o mesmo período, mostra a associação de consumidores Proteste.

O levantamento comparou as tarifas das cestas informadas nas tabelas das próprias instituições bancárias. O maior aumento foi na cesta Exclusive Fácil (antiga Conta Fácil Bradesco Super) do banco Bradesco, que em 2013 custava R$ 23 mensais, e no próximo mês passará a custar R$ 61,90. O consumidor terá um custo anual de R$ 742,80, ou seja, R$ 466,80 a mais que em 2013.

No levantamento, também foram encontrados pacotes de serviços com valores de até R$ 74 mensais, como o cobrado pelo banco Santander na cesta de serviço Van Gogh Max. O custo anual do pacote soma R$ 888.

A pesquisa verificou tarifas dos bancos Banrisul, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Citibank, HSBC, Itaú e Santander. A Proteste lembra que os bancos têm obrigação de divulgar o valor de todas as tarifas e taxas cobradas, além de deixar claro quais serviços estão inclusos nos pacotes oferecidos.

Os banqueiros não têm do que se queixar. Os juros do cartão de crédito no último ano foram superiores a 400%. Eles ganham dinheiro de tudo que é lado e , na hora de ir para a mesa negociar com o Comando Nacional dos Bancários, fazem proposta indecente. Na sexta, 25/9, ofereceram 5,5% de reajuste salarial (tanto piso como as outras verbas). O índice é 4,38% inferior à inflação, de 9,88%, medida pelo INPC.

A proposta de reivindicações nacional dos bancários propõe reajuste de 16% (5,7% de aumento real). Os bancários vão dar uma resposta à altura. O Comando Nacional dos Bancários rejeitou no ato a proposta, orientando greve a partir de 6/10. Na área de abrangência do SindBancários, na assembleia da quarta-feira, 30/9, no Hotel Embaixador (Jerônimo Coelho, 354, Centro Histórico de Porto Alegre) os bancários estão convocados a dizerem um NÃO ao deboche da proposta sem aumento real e quase 50% abaixo da inflação.

Quem decide são o bancário e a bancária! Agora é a nossa vez de dizer NÃO!

Fonte: Agência Brasil, com edição da Imprensa SindBancários

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