Alcolumbre dá ao PT a relatoria da MP 905 no Senado

Depois de retirar Mandetta do cargo de ministro e criticar Rodrigo Maia (DEM-RJ), Bolsonaro já sofre primeiros revezes no Congresso Nacional

Desde a noite desta quinta-feira, 16/04, a relatoria da MP 905, do chamado contrato verde-amarelo, que precariza fortemente as relações de trabalho e tem viés patronal, está a cargo do líder do PT no Senado, Rogério Carvalho (SE). O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP) entregou a oposição a relatoria da medida provisória 905, que já havia sido aprovada na Câmara.

Na Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) colocou na pauta do próximo dia 22 a votação da urgência do projeto de lei patrocinado pelo Centrão que obriga as empresas com patrimônio acima de R$ 1 bilhão a emprestar parte do seu lucro ao governo, para o combate ao coronavírus. O texto enfrenta forte resistência do setor privado, principalmente dos bancos, principal alvo da medida, que pressionam o governo para frear a iniciativa.

Gimenis: luta contínua

Para o presidente do SindBancários, a nomeação do petista Rogério Carvalho (SE) é resultado da insatisfação da sociedade com os ataques do governo a população trabalhadora e pelo reconhecimento do esforço concentrado da oposição  para evitar mais perdas aos bancários e demais trabalhadores. “Esta conquista  da relatoria no Senado nos dá um ânimo. Mas não vamos relaxar um centímetro, a luta aqui precisa ser contínua”, afirmou Everton Gimenis.

Ataques

As duas decisões ocorreram na noite desta quinta, 16. A retirada de Mandetta desagradou o meio político e principalmente o DEM, partido do agora ex-ministro. Contribuiu para o caldo de insatisfação a entrevista recente de Bolsonaro à CNN, com ataques a Maia.

Paranóia

Segundo fontes da imprensa nacional, Bolsonaro  tem divulgado nos últimos dias que recebeu um suposto dossiê com “informações de inteligência” de que Rodrigo Maia (DEM-RJ), o governador João Doria (PSDB-SP) e um setor do STF estão “tramando um plano para dar um golpe e tirá-lo do governo”. Sob esse argumento, deu início a conversas com líderes de partidos. Ele, porém, não apresentou a nenhum deputado ou senador qualquer prova do suposto plano arquitetado.

Fonte: Imprensa SindBancários com  material da Folha de S.Paulo, revista Veja e O Estado de São Paulo

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