A greve que nos ensinou a lutar

Série de matérias do SindBancários começa na quarta-feira, 4/9, a contar a história dos 40 anos da Greve Proibida de 1979

Se neste mês de setembro, os bancários de agora começam a receber mais de 10 verbas salariais, que inclui as PLRs, reajustadas pelo índice de inflação e aumento real de 1%, a história explica por que isso aconteceu. Há exatos 40 anos, o Sindicato dos Bancários sustentou uma greve de 15 dias em pleno Regime Militar.

De 4 a 19 de setembro, a greve que desafiou a Ditadura Militar ensinou os bancários à ir à luta por seus direitos, será contada em cada um dos seus dias em uma série que começa na quarta-feira em nosso portal. A parir do dia 4 de setembro, a quarta-feira deste ano de 2019, vamos contar o dia a dia daquele que ficou conhecida como greve proibida. O primeiro dia é o de uma assembleia que rejeitou a proposta dos banqueiros e chamou à mobilização para o dia seguinte.

A série “O Diário da Greve Proibida” terá matérias diárias no portal do SindBancários até 19 de setembro, contando o seu dia a dia. Iremos atualizando a lista conforme as matérias forem sendo publicadas.

Os diários da Greve Proibida

Parte 1: Assembleia chama greve
Parte 2: A Greve Proibida vive seu primeiro dia
Parte 3: Nosso presidente está preso
Parte 4: Uma bancária como liderança

O movimento

Dirigentes foram presos, o Sindicato ficou sob intervenção por 10 meses e a conquista foi de aumento real de 15% naquela que ficou conhecida como “A Greve Proibida”. Essa greve foi o embrião de nossa Convenção Coletiva de Trabalho Nacional ao conquistarmos a data-base de 1º de setembro.

A greve de 1979 chega aos 40 anos para nos lembrar do tempo em que aprendemos a lutar por direitos e do quanto precisamos continuar resistindo e lutando. Se hoje os bancários têm tudo o que têm, foi graças às nossas lutas. Nesta edição especial, queremos mostrar a importância dessa luta e do Sindicato na vida dos bancários e de uma das suas causas: a liberdade e a democracia. Hoje e sempre!

Quem se debruça friamente sobre a greve de 1979 pode pensar que este histórico movimento que completa 40 anos neste mês de setembro trouxe poucos ganhos para a categoria bancária. Engana-se. A greve de 1979, durou 15 dias, e foi organizado por muitos bancários da base, porque os diretores do Comando de Greve foram presos.

Lembre-se que estávamos no 15º ano da Ditadura Militar. Mal começara a abertura com o presidente anterior Ernesto Geisel. João Figueiredo, mais um militar gaúcho, assumira à presidência da Ditadura e era acusado pelos movimentos de trabalhadores de aplicar austeridade e impedir que o país se desenvolvesse e houvesse distribuição de renda. Alguma semelha na com o que passamos agora? Muitas.

O aprendizado dessa greve também diz respeito ao autoritarismo: ele sempre pode voltar para retirar nossos direitos e atacar os Sindicatos. Desde 2016, tem sido assim com reforma Trabalhista, com a Lei da terceirização, e reforma da Previdência. E os Sindicatos? O governo ataca as finanças com sucessivas Medidas Provisórias e tenta impedir até de ter contato com a base. A história se repete como uma farsa grotesca.

Os 15 dias de greve terminaram com muitas demissões de bancários, mas com aumento real e aquela que foi a semente para a nossa Convenção Coletiva Nacional de Trabalho a partir de 1992, 13 anos depois: a data-base recuou de 1º de novembro para 1º de setembro no Rio Grande do Sul.

Fonte: Imprensa SindBancários

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