A escolha da Grécia e a dívida europeia

Não é apenas à chamada Zona do Euro (19 países europeus que utilizam moeda única) que a atual crise da Grécia assusta. A economia de todo a União Europeia (mesmo dos países que mantêm moeda própria) pode ser atingida. O país pode sair do bloco, decretando moratória da dívida que chega a 320 bilhões de euros, ou 1 trilhão de reais. Os principais credores são o Banco Central Europeu, a União Europeia e o FMI. Outros países em dificuldades podem seguir o exemplo da Grécia. Caso da Irlanda, Portugal e Espanha.

Cobrança voraz

Ontem, segunda-feira, o governo grego fechou os bancos e restringiu transações financeiras, para controlar a saída de capitais e limitar o saque nas contas. O primeiro ministro Alexis Tsipras tenta acalmar os credores e a a população e disse que salários e aposentadorias estão garantidos.

Enquanto isso, os ortodoxos não criticam as altas taxas de juros e os duríssimos cortes de salários, empregos e benefícios que o governo grego tem sido obrigado a fazer para honrar a cobrança voraz do capital internacional e dos rentistas. Tsipras ainda estuda uma última contraproposta da União Europeia, mas diz que fará um referendo popular no país para que a população decida se quer ficar ou sair da ZE.

O caso da Argentina, que em sua crise de 2002 terminou dando um calote, refez negociação com os credores (incluindo o FMI) e depois teve um grande crescimento, pode ser um caminho a ser observado pela Grécia.

“Condições revoltantes”

E quem diz isso não é qualquer um: é o Prêmio Nobel de Economia de 2001, Joseph Stiglitz. Ele critica a voracidade da Troika (BCE, FMI e União Europeia). E solta o verbo: “As nações europeias credoras são as culpadas pela situação da Grécia, desde que o país foi obrigado a pedir volumosos empréstimos para cobrir suas dívidas. As condições impostas ao governo de Atenas são revoltantes”.

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