A bola em defesa da vida deve continuar a rolar

Uma pergunta dos boleiros parece varrer os postos de trabalho, salas e corredores das agências bancárias da Capital gaúcha. Quando serão retomadas as competições esportivas organizadas pelo Sindicato? Por conta da pandemia, os torneios de FutSal, Futebol 7, futebol de campo e Copa Sul foram suspensos. Em entrevista, o diretor de Esporte e Lazer, Gerson Marques dos Reis (à esquerda na foto), mais conhecido como Gordo no mundo esportivo, responde à pergunta e tece outras considerações envolvendo a pasta e as ações do SindBancários.

Todos querem saber quando a bola vai rolar.

Gerson Reis: Respondo de primeira: não sabemos. A solução não está em nossas mãos. Vai depender do desenvolvimento de uma vacina capaz de vencer o coronavírus. Também estou angustiado. Também quero a disputa e a diversão dentro das quadras e dos gramados de futebol. Mas, vamos ter que aguardar e alimentar esperanças na mais rápida imunização, via vacina, da população brasileira.

Muita gente anda falando na volta e um novo patamar social, um novo normal depois da epidemia…

Gerson: Até agora, apesar das muitas dificuldades que enfrentamos, conseguimos avançar no reconhecimento dos esforços dos pesquisadores na busca das soluções, da importância do SUS e da necessidade de investimentos na saúde pública e, principalmente, na solidariedade entre os trabalhadores. Neste sentido, a categoria bancária, em particular os nossos boleiros, largaram na frente e marcaram um gol de placa ao promoverem arrecadação de alimentos para o povo carente e sem recursos. Penso que o tal novo normal deve ser marcado pela fraternidade, igualdade de oportunidades, trabalho e renda, confiança na ciência e pela vida em primeiro lugar.

Os fatos registram que setores da economia estão voltando a funcionar, assim como a flexibilização das medidas de segurança das autoridades sanitárias e a abertura dos espaços públicos. Seria correto adotar este caminho no mundo esportivo?

Gerson: Isso aí é a maior roubada. Veja o caso, por exemplo, da CBF que publicou um relatório com 97 casos de Covid-19 registrados até o fim do 1º turno nas Séries A, B, C e D, além de torneios sub-17, sub-20 e de aspirantes.  O estudo mostra que mesmo com a grande estrutura técnica e clínica, sem torcedores nas arquibancadas e testagens nos jogadores, a contaminação só tem aumentado e sem considerar as subnotificações.

Será que aconteceria o mesmo nas competições dos bancários?

Gerson: Com certeza seria um grande risco. Nossos torneios, além dos jogadores, envolvem corpo de arbitragem, técnicos, profissionais de apoio, seguranças, torcedores, amigos e famílias dos atletas. Ou seja, uma multidão. Seria uma irresponsabilidade de nossa parte fazer rolar a bola neste momento de pandemia.

O que projetar para o futuro?

Gerson: O sindicato está na rua alertando a categoria e a população de modo geral de que a pandemia do coronavírus não acabou. Ela está viva e intensa, basta ver o crescimento nas internações, a carência de leitos hospitalares e o número de mortes no Brasil, que já passa de 170 mil mortes.

Qual seria o recado para os boleiros?

Gerson: Ficar atento. Nada de aglomerações. Se possível, fique em casa. Manter-se sempre ligado com os protocolos das autoridades sanitárias e nas orientações do SindBancários. Ter muita paciência. Fora das quatro linhas, a bola em defesa da vida deve continuar a rolar.

Entrevista ao jornalista do Sindicato Moah Sousa.

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