7ª edição do Diálogos para Ação debate o banco do futuro

A sétima edição do “Diálogos para Ação 2014”, evento promovido pelo SindBancários em parceria com a Fetrafi-RS, debateu o banco do futuro na manhã desta sexta-feira, 22/08, no Auditório do SindBancários. Para discutir este tema, a convidada foi a diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Ana Tércia Sanches, que apresentou o painel “Banco do Futuro em perspectiva”.

 Antes do início da palestra, o presidente do SindBancários, Everton Gimenis, explicou ao público o andamento das negociações da campanha salarial 2014. “A primeira rodada de negociação da Campanha 2014 entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban abordou o tema da saúde e condições de trabalho. Na próxima semana, as discussões tratarão das metas abusivas e do assédio moral. Finalizando o mês de agosto, teremos, no dia 27 e 28, a segunda rodada de negociações que debaterá as reivindicações da categoria no que se refere à igualdade de oportunidades e segurança bancária.”

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Gimenis aproveitou a oportunidade para convidar o público a participar do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana sobre o Sistema Político com o intuito de tentar garantir uma votação expressiva entre os dias 1º e 7 de setembro. O SindBancários é protagonista nesta luta por maior representatividade da classe trabalhadora nos parlamentos. Na sede da Casa dos Bancários, termos uma urna fixa para colher votos e outras 26 urnas cumprirão itinerários.

Diretora da Fetrafi-RS, Denise Corrêa, falou da importância da participação da categoria nas mobilizações da campanha salarial deste ano. “Estamos há anos nessa luta contra o capital. Sabemos o quanto é difícil enfrentar os banqueiros. Precisamos do apoio de todos para ampliar ainda mais os direitos da categoria.”

 Ana Tércia, em sua apresentação, enfatizou a forma como as inovações tecnológicas interferem nas relações de trabalho dos bancários e no acesso ao banco pelos clientes. “Muitas tarefas que eram desempenhadas pelos bancários, hoje em dia são feitas pelos próprios clientes. No entanto, nenhuma tarifa bancária foi reduzida por conta disso. Os clientes acabam sendo expostos a riscos operacionais sem nenhuma contrapartida do banco.”

 Discordando do argumento defendido pela Fenaban nas negociações, ela afirmou que, cada vez mais, novas etapas de trabalho têm sido automatizadas. Em cinco anos, os canais tradicionais de atendimento serão reduzidos a um quarto de todo o atendimento feito pelos bancos. “A agência do futuro que está prevista é muito enxuta, não tem caixa. Os próprios bancos admitem que vão exterminar boa parte do emprego dos bancários apenas eliminando os caixas”, contou Ana Tércia.

 A dirigente ainda citou alguns cargos que poderão ser extintos em breve ou já estão em extinção, como digitadores, compensadores, escriturários, tesoureiros e caixas, entre outros. A sua maior preocupação foi expressa ao questionar o que acontecerá com as pessoas que ocupam as funções em extinção. Que cargos e funções substituíram os que serão extintos? Em que proporção? Em que condições? Como bancários ou terceirizados?

 Ao final do seu painel, ela ainda sugeriu algumas formas de minimizar os impactos sociais para clientes e bancário, tais como ampliar o diálogo com os representantes dos trabalhadores, ter um programa de prevenção das doenças ocupacionais que atinja as causas de adoecimento no trabalho, manter atendimento presencial com qualidade, além de reduzir valor das tarifas e juros.

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A secretária geral do SindBancários, Rachel Weber, defendeu que os colegas aprendam a se reinventar e sobre o desafio dos sindicatos neste momento. “Não podemos apenas ser contra a inovação tecnológica. Precisamos nos preparar para enfrentá-la e saber aproveitarmos as facilidades que ela nos proporciona. É um obstáculo que vamos ter que encarar. É um desafio, mas é preciso superá-lo para podermos enfrentar os banqueiros.”

 Quem é Ana Tércia Sanches

 Ana Tércia Sanches possui graduação em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP, é mestre em Ciências Sociais pela mesma instituição e especialista em Economia do trabalho e Sindicalismo pela Universidade Estadual de Campinas – Unicamp. É doutoranda do Programa de Pós-Graduação da Universidade de São Paulo – USP.

Fonte: Imprensa SindBancários

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