7 de Setembro: Grito dos Excluídos terá caminhada em São Leopoldo

Atividade será realizada na próxima quinta (7), às 9h30, na estação SL do Trensurb

O 29º Grito dos Excluídos e das Excluídas vai levar a pergunta “Você tem fome e sede de quê?” para as ruas nesta quinta-feira, 7 de setembro, feriado da Independência do Brasil. O tema continua sendo o mesmo da primeira edição: “A vida em primeiro lugar”.

Na Região Metropolitana de Porto Alegre, o Grito será realizado em São Leopoldo, dentro da proposta construída em 2019 de descentralizar e ampliar a tradicional manifestação. A ideia é dar visibilidade às comunidades da periferia das cidades, suas histórias de luta e de resistência, e seus “clamores”. A concentração ocorrerá, às 8h30, atrás da Estação São Leopoldo do Trensurb.

Também haverá Grito em Pelotas, onde a concentração iniciará às 10h, no Largo do Mercado Público. Durante a mobilização será produzida uma colcha de retalhos simbolizando a voz dos excluídos e das excluídas.

A vida em primeiro lugar

O Grito em São Leopoldo vai começar com uma caminhada que culminará na Comunidade Steigleder, onde vivem 211 famílias, muitas das quais trabalhando com reciclagem e em situação de vulnerabilidade social.

A comunidade conta com uma Cozinha Solidária e é um exemplo de engajamento e participação social, atuando em Conselhos de Defesa de Direitos. Foi duramente atingida pelos ciclones que assolaram a Região Metropolitana, mas mostrou que a união e a organização comunitária salvam vidas.

Os ciclones e as mudanças climáticos, que são a expressão mais visível do grito da mãe natureza, também serão lembrados durante a caminhada, assim como a participação popular, um clamor permanente ao longo dos 29 anos de realização desta atividade, que conta com a parceria da gestão atual do município.

Estão convidadas a participar do Grito todas as pessoas que lutam e se solidarizam com as lutas por terra, teto, saúde, educação, trabalho, segurança alimentar e nutricional, justiça, cultura, participação popular, democracia, inclusão social e respeito às diferenças.

Trabalho decente, direitos e democracia

A CUT-RS e centrais sindicais chamam os trabalhadores e as trabalhadoras a participarem da mobilização. Em São Leopoldo, as entidades sindicais levantarão o Grito que trata da “fome e sede de democracia e de saúde”.

“Vamos destacar a importância da luta por trabalho decente, direitos e democracia que transformam vidas”, afirma o presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci.

O Grito é um movimento que todos os anos toma as ruas do Brasil, que mobiliza pastorais, entidades sindicais e movimentos sociais comprometidos com a luta contra a exclusão social.

Roteiro da caminhada do Grito em São Leopoldo

8h30 – Concentração – atrás da Estação São Leopoldo do Trensurb, junto ao Palquinho, espaço tradicional do Movimento HIP HOP.

1º GRITO (no Palquinho perto do Trensurb) – fome e sede das juventudes, da cultura e do lazer

2º GRITO (terceira quadra da Rua Lindolfo Collor) – fome e sede da população em situação de rua e encarcerada

3º GRITO (em frente à Escola Estadual Visconde) – fome e sede da educação pública

4º GRITO (em frente ao SINE/FGTAS) – fome e sede por trabalho digno, pelo direito à renda e pela economia popular e solidária

5º GRITO (junto à Câmara de Vereadores de São Leopoldo) – fome e sede de democracia e de saúde

6º GRITO (Ginásio Municipal Celso Morback/arquibancadas) – fome e sede das populações originárias, migrantes, população negra

7º GRITO (Ponte sobre o Rio dos Sinos) – fome e sede das causas ambientais e das vítimas das mudanças climáticas

8º GRITO (Dique ao lado dos trilhos do Trensurb) – fome e sede de mulheres e LGBTQIA+

9º GRITO (junto à Tenda/Cozinha Comunitária do Movimento Nacional de Luta pela Moradia/MNLM, na Comunidade Steigleder) – fome e sede de moradia digna e alimentação saudável

Após a caminhada, será realizado um ato inter-religioso e um almoço solidário. A atividade encerrará com um gesto concreto de solidariedade do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST), que fará doação de alimentos para a comunidade.

Organização

O Grito é organizado pelo Fórum do Grito na Região Metropolitana de Porto Alegre, do qual participam:

– Pastorais Socais do RS

– Cáritas Brasileira Regional do RS

– Pastoral Social da Diocese Meridional – Porto Alegre (Igreja Episcopal Anglicana do Brasil)

– Conselho Indigenista Missionário (CIMI Sul|)

– Conselho Nacional dos Leigos do Brasil (CNLB/RS)

– Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM)

– Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD)

– Levante Popular da Juventude

– Associação Trilha Cidadã

– Paróquia Santo Inácio de Loyola, São Leopoldo

– Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST)

– Comissão de Incidência Pública, Direitos Humanos e Combate ao Racismo da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

– Movimento Fé e Política

– Secretaria de Ação Social da Diocese Meridional (IEAB)

– Comunidades Eclesiais de Base

– Conselho Nacional de Igrejas Cristãs – Regional RS

– Ir. Marta Maria Godoy – Pastoral Carcerária, Canoas

– Fórum Inter-religioso e Ecumênico do Rio Grande do Sul

– Central Única dos Trabalhadores (CUT-RS)

– Sindicato das Sapateiras e dos Sapateiros de Novo Hamburgo

– Sindicato dos Petroleiros – Sindipetro RS

– Associação Getúlio Vargas, Mathias Velho, Canoas

– Ypira-Ypê – Associação Ambiental, Canoas

– Associação de Moradores do Conjunto Habitacional Guajuviras, Canoas

– Associação de Moradores do Parque União, Canoas

– Associação Ecumênica Esperança, Canoas

– Jornal Brasil de Fato

Fonte: CUT-RS com informações do Grito dos Excluídos

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