30 anos da intervenção no Banco Sulbrasileiro é lembrado pelo SindBancários

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A história do Meridional começou com antigos bancos gaúchos. Em 1972, houve a fusão dos bancos Província do Rio Grande do Sul, Nacional do Comércio (Banmércio) e Industrial e Comercial do Sul (Sulbanco), gerando a criação do Banco Sulbrasileiro. O grupo Sulbrasileiro chegou a possuir 378 agências e 20 mil empregados no estado do Rio Grande do Sul.

Em fevereiro de 1985, no final do governo João Figueiredo, último presidente da ditadura civil-militar, o Sulbrasileiro sofreu a intervenção do Banco Central por problemas de liquidez e em agosto do mesmo ano foi substituído pelo Banco Meridional do Brasil S/A que, por meio de decreto-lei federal, desapropriou as ações entre outras providências, na época, quando era controlado pelo Grupo Brasilinvest. A medida visava à liquidação do banco, mas o SindBancários e a Fetrafi-RS organizaram uma forte resistência que ganhou o apoio da sociedade gaúcha.

Foram dias de mobilização intensa dos trabalhadores na defesa do banco. O resultado da luta foi a aprovação de um projeto de lei, sancionado pelo então presidente José Sarney, que criava o Banco Meridional do Brasil, tornando-se um banco federalizado.

Diretor do SindBancários, Paulo Stekel, lembra que em fevereiro de 1985, quando houve a intervenção do Banco Central no Sulbrasileiro, “a crise no banco foi uma grande irresponsabilidade dos governos militares. O banco estava falido depois de muitos anos sob a gestão do Montepio da Família Militar (MFM).”

A partir daí, inicia uma grande luta dos trabalhadores, dos sindicatos e da sociedade gaúcha para que não houvesse a liquidação do Sulbrasileiro.

Ademir Wiederkehr, secretário de imprensa da Contraf-CUT, lembra que as principais bandeiras de luta eram “Não à liquidação, punição aos corruptos e estatização”. Ele conta que houve vigília em frente à agência matriz do banco, o prédio do atual Santander Cultural, além de acampamento em frente ao Congresso Nacional em Brasília, atos e encontros nacionais, dentre outras iniciativas.

Atualmente, cerca de 200 funcionários ainda permanecem com a carteira assinada pelo ex-Meridional. Com os demais trabalhadores do banco e com a categoria, eles continuam a história de luta em defesa dos empregos e direitos. O ex-presidente do SindBancários e atual dirigente da Fetrafi-RS, Juberlei Bacelo, ingressou em 1982 no banco quando ainda era Sulbrasileiro. Juberlei participou dessas lutas.

Para o dirigente, “o dia 7 de fevereiro marca os 30 anos da intervenção no Banco Sulbrasileiro. É uma data histórica, pois deu início a uma grande mobilização no estado, que resultou na criação do Banco Meridional. Um feito que reforça a afirmação de que a luta coletiva sempre vale a pena. Foram seis meses, onde funcionários, clientes e a sociedade de conjunto, travaram uma grande luta contra a extinção do banco privado gaúcho. Atos, passeatas, cavalgadas e acampamentos em POA e Brasília fizeram parte desta luta vitoriosa que durou seis meses.”

São milhares de acionistas que esperam serem ressarcidos do dinheiro aplicado no banco, passando os anos sem nenhuma solução para amenizar e minorar o sofrimento dos que acreditaram na palavra da direção do Banco, quando numa campanha acirrada pediram através dos gerentes do Banco Sul Brasileiro que aplicassem suas economias com a promessa de bons rendimentos e novos lucros para os acionistas.

Fonte: Imprensa SindBancários

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