29 de janeiro é o Dia da Visibilidade Trans

Criação de projetos voltados ao acolhimento às pessoas LGBTQIA+ se destaca no combate à violência

Neste 29 de janeiro é celebrado o Dia da Visibilidade Trans. Falar sobre transexualidade se torna cada vez mais complexo quando se vive numa sociedade munida de ódio e guiada por discursos conservadores. Porém, a criação de projetos voltados a esta questão e de acolhimento às pessoas LGBTQIA+ aumentam cada vez mais a visibilidade do tema e contribuem para o combate à violência. Situações em que uma pessoa é discriminada pela sua identidade de gênero, caracterizam-se como transfobia, que é crime assemelhado ao racismo, com pena de 2 a 5 anos.

Sociedade é diversa

Para Adilson Barros, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), apesar da nova lei, os ataques e os crimes continuam atingindo diretamente a comunidade LGBTQIA+. “No Brasil, infelizmente, estamos no ranking dos que mais matam transexuais no mundo. Este quadro precisa mudar. A nossa resistência é o que nos mantém em pé e vivos. A sociedade precisa entender de uma vez por todas que ela é diversa e que a nossa luta é por direitos e cidadania”, afirmou.

De acordo com Adilson, os espaços considerados heteronormativos precisam ser democráticos e ser ocupados também. “A arte e a cultura já começaram a dar oportunidades para todos e as pessoas sinalizam este reconhecimento. Agora falta ter uma melhor compreensão e respeito na vida familiar e no mercado de trabalho”, disse.

Sem ódio

Neste dia comemorativo, o diretor da Contraf-CUT enfatiza a importância de celebrar os direitos humanos. “Mesmo com este discurso de ódio não sairemos da luta por mundo de paz, respeito, cidadania em sua plenitude. Portanto, não será permitido deixar de celebrar e lembrar que somos humanos”, concluiu.

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