25 de Julho: Dia Internacional de Luta da Mulher Negra

No Brasil, a data foi oficializada pela presidenta Dilma Roussef em 2014

Na data de 25/07, comemora-se o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. No Brasil, através da Lei nº 12.987/2014, foi sancionado pela então presidenta Dilma Rousseff, como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.  Apesar de corresponder a 53% dos brasileiros, a população negra ainda luta para eliminar desigualdades e discriminações.

São cerca de 97 milhões de pessoas e, mesmo sendo maioria, continuam sub-representadas no Legislativo, Executivo, Judiciário, na Mídia e em outros setores. Em se tratando do gênero, o abismo é ainda maior. Apesar da baixa representatividade de Mulheres Negras na política e em cargos de Poder e de decisão, cada ascensão deve ser comemorada como reconhecimento.

Racismo estrutural

Para o diretor do SindBancários, Guaracy Padilla Gonçalves, a data deve ser valorizada como forma de chamar a atenção para o racismo estrutural e a discriminação ainda existentes na sociedade brasileira, e para o enfrentamento desta situação, em especial no atual momento do país. “Promover a igualdade racial, combater toda a forma de preconceito e valorizar a cultura afro brasileira são eixos de luta na busca de um Brasil sem racismo e com justiça social”, reforça ele.

Maior motivação

Carmen Lúcia Guedes, também diretora do SindBancários, entende que o governo atual do país, de perfil direitista, deu espaço para um renascimento das lutas dos setores oprimidos. “É mais uma motivação para não arredarmos pé das nossas conquistas e avançarmos para uma igualdade maior no Brasil, em toda a América Latina e Caribe e no mundo”, finalizou Carmen.

Feminismo Negro

A partir de 1992, em Santo Domingo, na República Dominicana, com a realização do 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, criação da Rede de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas e a definição do 25 de julho como Dia da Mulher Afro-latino-americana e Caribenha.

A data

A Lei nº 12.987/2014, foi sancionado pela presidenta Dilma Rousseff, como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Tereza de Benguela foi uma líder quilombola, viveu durante o século 18. Com a morte do companheiro, Tereza se tornou a rainha do quilombo, e, sob sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas, sobrevivendo até 1770, quando o quilombo foi destruído pelas forças de Luiz Pinto de Souza Coutinho e a população (79 negros e 30 índios), morta ou aprisionada.

Homenageadas

Assim como Tereza, outras mulheres foram e são importantes para a nossa história. Com trabalhos impecáveis e perseverança, elas deixaram um legado, que cabe a nós reverenciarmos e visibilizarmos a emancipação das mulheres negras, como forma de homenagear; Antonieta de Barros, Aqualtune, Theodosina Rosário Ribeiro, Benedita da Silva, Jurema Batista, Leci Brandão, Chiquinha Gonzaga, Ruth de Souza, Elisa Lucinda, Conceição Evaristo, Maria Filipa, Maria Conceição Nazaré (Mãe Menininha de Gantois), Luiza Mahin, Lélia Gonzalez, Dandara, Carolina Maria de Jesus, Elza Soares, Mãe Stella de Oxóssi, entre tantas outras.

Fonte: Imprensa SindBancários, com informações e ilustração do Geledés Instituto da Mulher Negra

 

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