1º de Maio: sindicalismo na luta contra pandemia, entre ações em defesa dos trabalhadores

Movimento sindical já mantinha enfrentamento com governo Bolsonaro e deve cobrar empenho no combate ao coronavírus

O 1º de Maio de 2021 será marcado pela luta da classe trabalhadora em todo o Brasil para combater a pandemia da Covid-19. O movimento sindical já mantinha um enfrentamento com o governo Bolsonaro, que ataca a democracia e os direitos trabalhistas, mas teve de se empenhar em cobrar empenho no combate ao coronavírus e até mesmo buscar soluções de emergência diante do colapso do sistema de saúde brasileiro.

Porto Alegre

A CUT-RS e centrais sindicais no estado realizam um ato estadual e solidário de 1º de Maio pela vida, no próximo sábado, das 10h às 12h, em frente à Prefeitura de Porto Alegre, para marcar o Dia Internacional dos Trabalhadores e das Trabalhadoras. O objetivo é reforçar a luta por vacina já para todos e todas, por emprego e auxílio emergencial de R$ 600, contra as privatizações, por democracia, por solidariedade e por fora Bolsonaro.

Morte e sequelas da doença

“Esta data tem sido marcada por ações de denúncia e da luta contra a exploração dos trabalhadores e devemos enfatizar a morte de milhares de trabalhadores, muitos ficando com sequelas”, afirmou Mauro Salles, secretário de Saúde do Trabalhador da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Nas últimas semanas, Salles tem participado de negociações com representantes dos bancos para cobrar protocolos e medidas de proteção da categoria bancária contra a pandemia.

Centrais: Ato Unitário

Neste sábado, o 1º de maio será marcado por um ato unitário promovido por nove centrais sindicais (CUT, Força, UGT, CTB, CSB, NCST, CGTB, Intersindical e Pública). As centrais vão levantar bandeiras de luta como geração de emprego e renda, a defesa das empresas públicas e a luta contra a reforma Administrativa. Mas também estão entre as reivindicações do movimento a defesa e o respeito à vida, pagamento de auxílio emergencial no valor de R$ 600 até o fim da pandemia, vacinação em massa para toda a população.

“Hoje, o desafio enfrentado está além da luta por condições dignas de vida e de trabalho, reduzir o número de adoecimento e óbitos é atender as demandas de atenção à saúde para os trabalhadores e as trabalhadoras sequelados em decorrência da Covid-19. Vamos continuar honrando a memória das vítimas com luta, defendendo intransigentemente a vida, a saúde e a dignidade dos trabalhadores”, ressaltou o secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT.

Oxigênio

Diante da quase paralisia do governo para o combate à pandemia, o movimento sindical tem tomado iniciativas para ajudar o país na busca de insumos para atender à demanda do sistema de saúde. O exemplo mais nítido foi o acordo firmado pelo Fórum das Centrais Sindicais (CUT, Força, UGT, CTB, CSB, NCST) com o governo da Venezuela para ampliar o fornecimento de oxigênio hospitalar a Manaus. A capital do Amazonas enfrentou no começo de 2021 um dos mais dramáticos quadros da pandemia no Brasil, por falta desse insumo essencial aos pacientes internados com COVID-19.

China

No começo de março, o Fórum das Centrais Sindicais se reuniu com a Embaixada da China para tratar de ajuda ao Brasil na pandemia. O fórum reúne Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Sindicatos Brasileiros, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e Força Sindical, as seis maiores organizações do segmento no país. As centrais também trataram do tema em janeiro, quando se reuniram com a Federação Nacional dos Sindicatos da China (ACFTU).

Isolamento social

Também em março, o Fórum das Centrais pediu isolamento social imediato no país para evitar maior contágio e óbitos resultantes da covid-19, medida que o governo Bolsonaro tem combatido até agora.

 

Fonte: Contraf-CUT, Centrais Sindicais, Ilustração: T. Recchia/Contraf-CUT. Edição Imprensa SindBancários.

 

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