Livro sobre Governo Tarso, lançado no SindBancários, gera debate das diferentes visões da administração pública

Num estado em fase de desmonte, a partir do governo neoliberal de José Ivo Sartori, a obra “Governar na crise – um olhar sobre o Governo Tarso Genro (2011-2014)”, representa um livro “de combate”, na definição do próprio autor, o jornalista Marco Weissheimer. Lançado no auditório do SindBancários completamente lotado, na última quinta-feira, 19/01, a obra teve em sua sessão de autógrafos o próprio Tarso Genro, assim como o também ex-governador e bancário Olívio Dutra e o ex-ministro Miguel Rossetto. O livro, da Editora Libretos, faz uma análise da administração estadual de Tarso, quando o RS cresceu, gerou empregos, fez concursos públicos e deu aumento ao funcionalismo – ao contrário do quadro de caos e desmonte da máquina pública do governo Sartori.

Foto: Caco Argemi/SindBancários
Foto: Caco Argemi/SindBancários

Conforme Weissheimer, a ideia é fazer vários lançamentos nas cidades do interior do estado, “para que possamos discutir com a sociedade o que significa governar e o que está embutido nas escolhas que fazemos”. Segundo ele, o livro se insere também num projeto maior, o de reconstruir uma narrativa sobre a experiência política recente no estado, em oposição ao modelo atual. “Tarso Genro literalmente governou na crise e obteve resultados positivos para o estado e a população gaúcha, mas mesmo assim foi derrotado nas urnas. No final do livro, proponho uma discussão inicial sobre os motivos da derrota”, relatou.

Livro político

Foto: Caco Argemi/SindBancários
Foto: Caco Argemi/SindBancários
Foto: Caco Argemi/SindBancários
Foto: Caco Argemi/SindBancários

Já o próprio Tarso Genro disse que, ao discutir a ideia da obra, chegou a pensar em um livro relatório sobre o que foi feito, “mas seria redundante, pois todos os dados hoje são acessíveis pela internet, num processo de transparência”. Também foi imaginado um livro programático, ideia abandonada pois os programas do governo foram debatidos publicamente. “Finalmente, optamos por este livro político”, disse. “Um livro que pegasse as diretrizes fundamentais de governo, inclusive as anteriores, que havíamos feito na Prefeitura, com o Olívio Dutra, como o orçamento participativo”, explicou Tarso Genro.

O ex-governador no período anterior a Sartori acredita que “a obra se agrega a uma determinada tradição de gestão pública não somente de Porto Alegre ou do RS, mas de vários lugares do Brasil e do mundo”. Segundo ele, o livro agora lançado tenta “deixar – também para o futuro – as linhas gerais de um patrimônio público”.

Conselhão

Já a cientista política Céli Pinto, que fez parte do Governo Tarso, falou sobre a experiência do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Estado, o Conselhão, hoje desativado. “Houve um esforço muito grande de conhecer a realidade do estado e propor uma série de medidas e providências. No governo Tarso, implementamos mais de 200 políticas para vários setores, através do Conselhão”. Na sua visão, hoje está sendo forjada uma mentira sobre a situação do estado, “como desculpa para privatizar tudo”.

Reportagem de Marina Lehmann e fotos de Caco Argemi

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