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Diálogos para Ação abre curso O Pensamento Marxista e Realidade PDF Imprimir E-mail
Sex, 15 de Abril de 2011 17:56

Fotos: Cristiano EstrelaFundamentos histórico-sociais do Marxismo foi o tema desta sexta-feira, dia 15, do módulo do projeto Diálogos para Ação.

Promovido pelo SindBancários e a Fetrafi-RS, na manhã de sexta-feira, dia 15, a palestra foi  ministrada pela professora Analúcia Danilevicz Pereira.

A professora iniciou sua apresentação contextualizando as dificuldades enfrentadas para a criação do curso sobre o pensamento marxista na Faculdade.

Analúcia recordou que a parceria com o SindBancários foi decisiva para o debate teórico e acadêmico. “O ineditismo desta iniciativa está, principalmente, na aproximação da academia com o mundo do trabalho, destacou.

Permeando a conversa com exemplos de seu cotidiano profissional, citou a repercussão polêmica de um artigo de sua autoria sobre a criação do muro de Berlim. Um anônimo, pela Internet, fez um contraponto violento, caracterizado pelo antagonismo típico dos tempos de repressão.



“Uma década depois de ter sido anunciado o fim da guerra fria, vivemos num mundo extremamente anárquico, conflitivo, perturbador e conservador. Se engana aquele que pensa que pode dizer e pensar livremente. Sempre haverá alguma forma de opressão”, observou a palestrante.

Na continuidade e para o entendimento da realidade, a mestra fez uma análise sobre os fatos que conduziram o socialismo nas diferentes sociedades como na China, Cuba, Coréia, Leste europeu, União Soviética e algumas tentativas da África.

O resgate

O marxismo pode contribuir para o resgate histórico e a compreensão de conflitos sociais.  A professora exemplificou, usando como exemplo o que ocorre hoje na Líbia, que o conflito só pode ser entendido a partir do pensamento histórico estruturado.

“Assim se evidencia a atualidade do pensamento marxista, que tem como base fundamental a aceitação do desenvolvimento histórico como linha explicativa. Nada pode ser perfeitamente compreendido sem considerar que a nossa sociedade é resultado de um processo histórico”, explica a painelista.

Ser dono do próprio destino

Quando se busca manter o controle e o poder de um grupo sobre os demais, possibilitar o acesso às informações contidas no processo histórico não é algo interessante para os detentores do poder. “Ao reconhecer na história que há perspectivas diferentes da única que nos é apresentada, tomamos consciência que podemos ser donos de nosso destino”, elucida a mestra.

Citando acadêmicos que originam alguns dos conceitos amplamente difundidos, a palestrante demonstra que há inúmeras formas de se entender o mundo. Reitera que o marxismo é uma destas formas e talvez a principal, “porque não nasceu de um modismo, mas da necessidade histórica de explicar um processo que transformava radicalmente a vida das pessoas”.

Refundar o capitalismo

“Vivemos em uma sociedade que se acomoda e que se ajusta”, declarou a professora. E fundamentou a sua afirmação dizendo que “esperam de nós o não entendimento do capitalismo, a alienação e, por isso, o marxismo que se fundamenta no princípio histórico, estruturado e crítico é tão combatido.

Conclui a sua apresentação dizendo: “hoje mais do que em outros tempos, a estrutura capitalista, os agentes capitalistas, os pensadores do capitalismo precisam de respostas para um problema crucial do próprio sistema que precisa ser refundado. A questão é como isso se dará num momento em que o principal país do mundo, talvez o mais rico e mais vigoroso, não é capitalista – referindo-se a China.

O pensamento marxista jamais perdeu sua validade teórica de explicação da realidade social e histórica. "Buscamos uma estrutura teórica porque precisamos entender a nós mesmos e à sociedade. "Podemos encontrar na psicologia, livros de auto-ajuda, mas talvez as respostas mais consistentes não se traduzam só na crítica ao sistema mas também em descobrir a realidade histórica e a retomada da ação”, finalizou.

Sobre o Curso de Extensão que deu origem à segunda edição dos Diálogos para a Ação, o diretor de Formação do SindBancários e funcionário do Banco do Brasil, Ronaldo Zeni, destaca a importância da organização do curso sobre marxismo. “Debater uma teoria que busca a igualdade e a melhoria das condições de vida dos trabalhadores e traz benefícios à toda a sociedade é algo fundamental, que nos orgulha e gratifica”, afirma o dirigente.

“Este debate é primordial num momento em que se fala em Reforma Política, Reforma Tributária, Reforma nas Comunicações e Reforma no Sistema Financeiro nacional”, declarou o diretor do SindBancários e funcionário do Banco do Brasil, Pedro Loss.

Para a Diretora da Fetrafi-RS, Denise Correa, é muito oportuna a realização do Diálogos para a Ação no momento em que tomam posse os delegados sindicais. “Eleger delegados sindicais é uma reivindicação histórica da classe trabalhadora. Além ser eleito, a formação é indispensável para uma boa atuação do delegado”, concluiu a dirigente.

Tomaram posse nesta sexta-feira, dia 15, 110 delegados do Banrisul, segundo informação da Fetrafi-RS. Os demais, da Caixa e do Banco do Brasil ainda estão em mandato, e o processo eleitoral tem continuidade nos próprios meses em cidades do interior. Em Porto Alegre e região, base do SindBancários, o processo já foi encerrado.

Fonte: Imprensa/SindBancários (Marisa Schneider)
Fotos: Cristiano Estrela/SindBancários

Última atualização em Seg, 09 de Abril de 2012 17:18
 

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