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SindBancários acompanha assalto e libertação dos reféns no Bradesco da Azenha PDF Imprimir E-mail
Sex, 10 de Fevereiro de 2012 08:56



O SindBancários esteve presente durante as mais de quatro horas em que os funcionários e clientes do banco Bradesco da Azenha ficaram reféns de um grupo de três bandidos. O assalto, que se iniciou por volta das 15h30 de quarta-feira, dia 9,  terminou sem feridos e nenhum tiro disparado.

O presidente do SindBancários, Mauro Salles, que acompanhou as negociações, disse que mais uma vez um episódio como este ocorre devido à falta de segurança nas agências. Na sua opinião, o principal problema está nas salas de autoatendimento. ”É necessário haver mais rigor”, sintetizou.  Também estavam no local, os diretores Lucio Mauro Paz, Nilton Gomes, Marcelo Paladin, Geovana Freitas, Gilnei Vestal, Marcia Dresch de Oliveira e Milnena de Oliveira.

Na manhã desta sexta-feira, os diretores do SindBancários retornaram à agência para acompanhar o desenrolar dos fatos, mas também exigir o atendimento médico aos funcionários, como emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) para todos e outros procedimentos. A estrutura do Sindicato  e o Departamento de Saúde também foram colocados à disposição dos bancários.    



Os três assaltantes que mantiveram 35 reféns (25 funcionários e 10, clientes da agência), utilizaram uma cadeira de rodas para entrar no estabelecimento com as armas. Se passando por portador de deficiência, um dos bandidos conseguiu acessar o estabelecimento por uma entrada lateral, sem detector de metais, com as armas escondidas.

Os criminosos aproveitaram a troca dos vigilantes, às 16h, e iniciaram o assalto. Uma pessoa no interior do banco ligou para o 190 informando o que acontecia. Foi isso que fez os bandidos recuarem para dentro da agência e renderem funcionários e clientes.

Os três criminosos foram identificados como Rafael Lopes de Almeida, Michael Silveira Nunes e Gilson Silva Santos, todos com passagem pela polícia por roubo e homicídio e moradores da Vila Cefer, no Bairro Jardim Carvalho. Eles chegaram ao local num Escort cinza e assaltaram a agência.

Outros bandidos teriam fugido após a chegada da polícia. Segundo a Polícia Civil (PC), os assaltantes pertenceriam a uma quadrilha já conhecida pelo Departamento de Investigações Criminais (Deic).

Na ação, a Avenida da Azenha e a Rua Florianópolis, nos fundos da agência, sofreram bloqueios para evitar a fuga dos assaltantes.

Estatística do medo - Fevereiro de 2012

1 - Dia 6: Bradesco - São Lourenço - Arrombamento
2 - Dia 7: Banrisul - Morro Reuter - Tentativa de arrombamento
3 - Dia 9: Bradesco - Porto Alegre (Azenha) - Tentativa de assalto com reféns

Reféns

O trio liberou apenas mulheres inicialmente - a maioria saiu da agência em duplas. Às 20h, o primeiro homem foi libertado pelos assaltantes. André Luis da Silva, vigilante do banco, foi recebido pela família em prantos, no limite da área isolada pela Brigada Militar.

Antes, uma das vítimas libertadas foi a gerente Vivian Monks, que recebeu em atendimento em uma ambulância do Serviço Médico de Urgência (Samu) que chegou por volta das 18h20 às proximidades. Outra refém liberada foi Tiene Ferreira, grávida de oito meses do primeiro filho. Muito nervosa, ela foi atendida pelo Samu e deixou o local com familiares.

O marido da gerente contou que falou com ela por telefone. Segundo ele, todos os reféns foram amarrados, mas não sofreram violência física. Os três homens estavam bastante alterados - um instalado no andar superior e dois no térreo. Eles teriam incendiado o circuito de segurança da agência. O marido da gerente disse que ela foi solta por ter sofrido uma convulsão enquanto estava amarrada, o que motivou os assaltantes a libertarem as pessoas que consideravam com a saúde mais delicada.

Uma mulher se aproximou da agência durante o assalto e, chorando muito, disse ser mãe de um dos assaltantes. A Brigada Militar (BM) a isolou e impediu que a imprensa falasse com ela. A Defensoria Pública do Rio Grande do Sul enviou profissionais para o local. Segundo o órgão, a presença dos defensores se dá para atendimento de pedido dos assaltantes e segurança dos reféns.

Segundo o subcomandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), Paulo Stocker, uma testemunha que estava nas proximidades no momento do assalto afirmou ter visto um carro preto sair em alta velocidade pela rua Visconde do Herval assim que a BM chegou.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Imprensa/SindBancários, com informações Correio do Povo e ClicRBS
Fotos: Milton Simas/SindBancários

Última atualização em Seg, 13 de Fevereiro de 2012 17:47
 

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