O CineBancários abre espaço na sua programação para uma mostra dedicada à produção documental francesa, ainda pouco conhecida no Brasil, apesar da sua enorme qualidade. Intitulada Retratos Franceses, a mostra entra em cartaz dia 1º de fevereiro e reúne quatro documentários recentes, três deles inéditos no Brasil: "De Volta à Normandia", "Claude Lévi-Strauss por Ele Mesmo", "O Nome Dela é Sabine" e "Eu Quero Tudo da Vida".
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A mostra permanece no CineBancários até o dia 13 de fevereiro, em três sessões diárias, 15h, 17h e 19h, com entrada franca. Todos os tÃtulos giram em torno de temas de grande interesse e repercussão, sendo especialmente atraentes para o público universitário. "De Volta à Normandia", de Nicolas Philibert (diretor de "Ser e Ter", documentário sobre educação infantil que conheceu enorme êxito internacional), aborda um caso de assassinato descrito pelo filósofo Michel Foucault num de seus livros mais conhecidos, "Eu, Pierre Rivière, que Degolei Minha Mãe, Minha Irmã e Meu Irmão". O clássico ensaio feminista "O Segundo Sexo", de Simone de Beauvoir, é objeto do documentário "Eu Quero Tudo da Vida", de Pascale Fautrier.
O autismo foi o tema escolhido pela atriz Sandrine Bonnaire para sua elogiada estreia na direção no autobiográfico "O Nome Dela é Sabine" (que é o único dos quatro tÃtulos já lançados no Brasil), no qual ela relata o impacto provocado pela doença da irmã Sabine em sua famÃlia. Finalmente, em "Claude Lévi-Strauss Por Ele Mesmo" a dupla de diretores Annie Chevallay e Pierre-André Boutang faz um detalhado perfil do grande antropólogo francês morto em 2009.
O curta "Eu Quero Tudo na Vida" será exibido com legendas em espanhol.
Sinopse dos filmes
De Volta à Normandia (Retour en Normandie), de Nicolas Philibert. França, 2007, 113 minutos.
Em 1975, Nicolas Philibert foi assistente de direção de René Allio em Eu, Pierre Rivière, que Degolei Minha Mãe, Minha Irmã e Meu Irmão, baseado num crime local descrito em livro pelo filósofo Michel Foucault. Filmado na Normandia, a alguns quilômetros de onde aconteceu o triplo assassinato, o traço mais especial do trabalho de Allio era o fato de que todos os personagens do filme foram interpretados por camponeses da região. Trinta anos depois, Philibert retorna à Normandia para reencontrar estes atores de ocasião, personagens da vida real.
Claude Lévi-Strauss Por Ele Mesmo (Claude Lévi-Strauss Par Lui-même), de Annie Chevallay e Pierre-André Boutang. França, 2008, 93 minutos.
O percurso intelectual do antropólogo francês centenário Claude Lévi-Strauss é retraçado por meio de entrevistas concedidas por ele a partir da década de 60 e de fotografias, manuscritos e outros objetos de seu arquivo pessoal. Suas experiências e a evolução de seu pensamento ganha vida por meio de uma organização cronológica e temática. Aficionado por música, ecologista convicto e defensor da diversidade dos povos, o pensador é o principal narrador de sua história, da infância no ateliê artÃstico do pai, à maturidade como pesquisador.
O Nome Dela é Sabine (Elle s’appelle Sabine), de Sandrine Bonnaire. França, 2007, 85 minutos.
A atriz Sandrine Bonnaire narra a história da irmã Sabine, que é autista, através de imagens filmadas ao longo de 25 anos. Sandrine testemunha o momento atual de Sabine, que depois de uma estadia infeliz num hospital psiquiátrico, passa a viver numa estrutura adaptada a ela. E, dessa forma, numa casa na região de Charente, na França, reencontra a felicidade. A partir desse episódio, o documentário mostra a penúria e o despreparo de algumas instituições especializadas e as dramáticas consequências que podem causar aos doentes.
Eu Quero Tudo da Vida (Je Veux Tout de la Vie), de Pascale Fautrier. França, 2008, 52 minutos, LEGENDA EM ESPANHOL.
Com O Segundo Sexo (1949), livro fundador da reflexão feminista, Simone de Beauvoir conquistou um imenso prestÃgio a partir dos anos 60, especialmente nos EUA. Este documentário visa mostrar a importância histórica, polÃtica e cidadã deste livro, através do qual a evolução dos direitos das mulheres e da atuação polÃtica do feminismo devem a Simone de Beauvoir.

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Fonte: Divulgação
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