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BB rejeita avanços no Plano de Carreira e aposta na gestão pelo medo PDF Imprimir E-mail
Qui, 15 de Setembro de 2011 10:48



Na segunda rodada de negociação específica com o Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, realizada  quarta-feira, dia 14, em Brasília, os negociadores do Banco do Brasil mudaram o tom. Se na primeira reunião a empresa informou ser uma mesa respeitosa, nesta foi o inverso: o BB se mostrou agressivo e sem a mínima disposição em negociar e apresentar propostas que contemplem as reivindicações dos bancários.

A CEBB manteve a disposição para o debate e reivindicou avanços no Plano de Carreira, com aumento no piso, nos interstícios, jornada de 6 horas para as funções comissionadas e critérios de ascensão mais claros e objetivos, como concursos e pontuação respeitada no TAO. Os bancários também cobraram soluções para as questões de saúde e previdência, bem como avanços em relação a auxílio educação e mais investimentos em formação.

Os sindicalistas querem melhorias na carreira e nas condições de trabalho, com propostas que dialoguem com as demandas de todos os segmentos.

O Banco do Brasil negou praticamente todas as propostas apresentadas pelos bancários e ainda ameaçou com a retirada de algumas conquistas do acordo em vigor, como a trava contra descomissionamento, e a aplicação de ressalvas a cláusulas da Convenção Coletiva Nacional da categoria (CCT), que está sendo negociada entre o Comando e a Fenaban.

Os gestores do banco preferem continuar descomissionando por qualquer motivo, apesar de insinuarem que não querem abrir mão da coação dos comissionados, porém não há como os bancários aceitarem retrocessos em seus direitos conquistados.

Segundo o diretor da Fetrafi-RS, Ronaldo Zeni, que participa das negociações com o BB, não houve nenhum avanço nessa reunião. "A negociação de hoje não trouxe nenhum avanço. Esperamos que no dia 20 o BB apresente uma proposta que realmente seja positiva para o conjunto dos trabalhadores. O banco tem feito muitas ameaças de retirar direitos e não atender as nossas reivindicações. Precisamos nos mobilizar para que o BB perceba que tem que nos atender agora no que é nossa prioridade: 6 horas para todos, saúde, critérios de comissionamento/descomissionamento, VCP de 12 meses para reestruturações e BB 2.0, isonomia entre pós e pré-98, direitos iguais para os incorporados, auxílio-educação entre outras", afirma.

Os dirigentes apresentaram e defenderam todas as cláusulas da minuta do acordo coletivo de trabalho, aditivo à CCT, além das resoluções do 22º Congresso Nacional dos Funcionários do BB. E aguardam que seja apresentada uma proposta que atenda aos interesses dos bancários na rodada do dia 20, para não haja frustrações nas negociações.

Postura antidemocrática

O BB chegou a criticar o movimento sindical por realizar mobilizações com os trabalhadores para informar sobre as reinvindicações discutidas e aprovadas no 22º Congresso Nacional dos Funcionários e na 13ª Conferência Nacional dos Bancários. Também usou tom de ameaça quanto ao futuro, apontando o confronto e não propostas como solução.

Fonte: Contraf-CUT com edição da Fetrafi-RS

 

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