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BB amplia crédito imobiliário e reduz empréstimo pessoa física PDF Imprimir E-mail
Sex, 21 de Janeiro de 2011 09:59

Uma das maiores apostas do Banco do Brasil para este ano é o crédito imobiliário. O financiamento à construção passou a ser a grande aposta por permitir uma expansão mais rápida da carteira, num primeiro momento, para em seguida permitir o repasse do crédito ao mutuário.

Recém chegado a esse segmento, o BB tem cerca de R$ 7 bilhões em disponibilidade de capital para alocar em habitação. Com todo esse arsenal, sentou com as 16 maiores empresas do setor e fechou contrato com todas. Parte desse total será, inclusive, destinada a companhias que atuam no programa Minha Casa Minha Vida, no segmento acima de 3 salários mínimos.

O objetivo do banco é dobrar seu estoque de empréstimos ao longo de 2011, passando de R$ 3 bilhões, do fechamento do ano passado, para R$ 6 bilhões até dezembro deste ano, afirmou ontem o presidente da instituição, Aldemir Bendine, ontem, em Brasília.

O BB, a exemplo do que pretende fazer a equipe econômica do novo governo, deve ajustar o seu ritmo de crescimento ao longo de 2011. A ideia é ter uma expansão mais modesta dos empréstimos nos segmentos de consumo e uma maior agressividade nos créditos voltados para investimentos, especialmente em infraestrutura.

O crédito à pessoal física, cuja previsão anterior era de um crescimento de 25%, terá um avanço menor, de 22%, segundo prevê o presidente do banco. Já os recursos para os investimentos devem crescer significativamente. O estoque de R$ 30 bilhões, de setembro de 2010, pode receber cerca de R$ 20 bilhões ao longo desse ano em novos aportes. Os projetos em estudo superam os R$ 60 bilhões, dos quais um terço deve receber financiamento do BB.

De acordo com Bendine, a mudança não segue determinações vindas do acionista, o governo; decorre de uma visão comercial, dada a demanda por investimento e à retração da procura por crédito ao consumo - fruto das medidas macroprudenciais do Banco Central (BC) para este segmento, anunciadas no ano passado.

A instituição não pretende, no entanto, diminuir seu apetite por market share. A participação de 20% do mercado de crédito, obtida durante a crise, não será devolvida aos concorrentes, que voltaram à disputa.

O presidente do Banco do Brasil (BB), Aldemir Bendine, reduziu a previsão de crescimento sobre a concessão de crédito voltada para as famílias em 2011. Segundo ele, a carteira de crédito de pessoa física do banco deve se expandir 22% agora, ante os pelo menos 25% calculados antes



Fonte: ContrafCUT/Valor Econômico

Última atualização em Sex, 21 de Janeiro de 2011 13:31
 

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