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Desenvolvimento sustentável é tema de oficina na Casa dos Bancários |
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Qui, 26 de Janeiro de 2012 17:23 |

Experiências e políticas de desenvolvimento sustentável foram tema das atividades que ocorreram na Casa dos Bancários na tarde desta quinta, dia 26, pelo Fórum Social Temático. A mesa reuniu o economista Landislau Dowbor, diretora de Organização e Gestão Territorial do Ministério de Desenvolvimento Agrário, Fernanda Corizola, o procurador do Acre, Rodrigo Neves e o representante da Rede Brasileira de Agendas 21 Locais (Rebal), Sérgio Luiz. O debate foi mediado por Julio Barbosa, secretário nacional de Meio Ambiente do PT.
Segundo Dowbor, se criou uma cultura de desperdício nos países mais ricos que acabou sendo incorporada por outras classes sociais que não é de forma alguma sustentável para o planeta. “Muita gente está querendo consumir. O problema é que o mecanismo de mercado é destrutivo, eles sabem que os recursos vão acabar. A resposta deles é de que, se não explorarem, outro vai chegar e explorar”.
Dowbor, em uma explanação muito bem humorada, se disse um pessimista, afirmando que o “pessimista é um otimista bem informado”. Também justificou sua postura: as pessoas estão cansadas de lamentações e um pouco de bom humor ajuda. Para ele, não é necessário se privar de consumir recursos, apenas “precisamos usar com inteligência”.
Desenvolvimento com sustentabilidade
Fernanda afirmou que o governo está cada vez mais certo de que só haverá desenvolvimento se ele vier acompanhado de sustentabilidade e observando diversas áreas, como educação e cultura.
Ela também comemorou o reconhecimento que a agricultura familiar vem ganhando para o desenvolvimento do País. “Temos que superar visão de que o rural é um espaço atrasado. A agricultura se moderniza e é muito importante na balança comercial, é muito importante para o controle da inflação”.
Neves trouxe as experiências do Acre com o desenvolvimento do Estado, cujo quase 50% do território é área protegida. “Quando começamos o planejamento, consideramos o processo histórico, a localização e diversos outros aspectos que foram necessários para o desenvolvimento do Estado”.
Quem fechou o dia foi Sérgio Luiz, que cobrou que os gestores do nosso País dessem atenção ao modelo de desenvolvimento sustentável proposto pelo Agenda 21. “Temos que modificar o nosso atual modelo excludente que vigora no país, em que poucas pessoas se acham donas do meio ambiente, dos recursos naturais e até das pessoas”.
Fonte: Imprensa/SindBancários
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Última atualização em Sex, 27 de Janeiro de 2012 14:47 |