|
Sindicato rebate reportagem do Correio Braziliense sobre aposentadoria de R$ 81 mil a diretores do BB |
|
|
|
|
Sex, 17 de Junho de 2011 15:07 |
A respeito da matéria “Aposentadoria de dirigentes do Banco do Brasil pode chegar a R$ 81 mil”, publicada no caderno de Economia da edição de 7 de junho do Correio Brasiliense, o Sindicato de Brasília esclarece o seguinte:
Em 2008, sob Lima Neto, o Sindicato denunciou o aumento dos salários dos diretores executivos do BB em 30%. À época, o então presidente da instituição financeira justificou o incremento na remuneração como resultado da mudança do vínculo empregatício do regime celetista para o estatutário, extinguindo-se, assim, direitos como férias, licença-prêmio e abono para esses cargos.
Ao mesmo tempo, foi aprovada pelo Conselho Deliberativo da Previ, em acordo com a direção do banco, a implantação de um teto de benefícios equivalente à remuneração do NRF Especial, por reconhecer que a mudança não era salarial.
Apesar de aprovado no Conselho Deliberativo da Previ, o teto não foi efetivamente implantado por causa da pendência em relação à aprovação do regulamento pela Previc. Nesse ínterim, os estatutários tiveram as contribuições calculadas e computadas sobre os salários reajustados não considerando-se o teto, dando-lhes o direito de requererem a aposentadoria sobre o limite de 90% da remuneração atual e não sobre o teto de 90% sobre o NRF Especial.
Usando das prerrogativas de questionar alterações do regulamento na condição de patrocinador, o BB, com a direção agora capitaneada por Aldemir Bendine, pediu a retirada desse ponto da regulamentação e apresentou uma proposta no Conselho Deliberativo da Previ, de que o teto seja de três vezes o valor do NRF Especial (algo em torno dos R$ 80 mil, em valores atuais).
A proposta da direção do BB não muda em nada a condição atual, ou seja, não há teto de benefícios para o Plano 1. Se os executivos querem manter o “status quo”, terão que utilizar o voto de minerva na votação da matéria no Conselho Deliberativo da Previ – um resquício autoritário do governo FHC. A posição do Sindicato dos Bancários de Brasília é pela implantação imediata do teto de benefícios aprovado em 2008, cumprindo assim o acordo do ex-presidente do BB Lima Neto.
Fonte: Sindicato dos Bancários Brasília
|