O Banco do Brasil anunciou nesta terça-feira, dia 10, lucro líquido de R$ 2,932 bilhões no primeiro trimestre deste ano, com expansão de 24,7% no confronto com o mesmo período em 2010.
A carteira de crédito do maior banco do país, incluindo garantias prestadas e os títulos e valores mobiliários privados, chegou a R$ 397,5 bilhões, com crescimento de 21,2% em 12 meses. Com isso, a participação da instituição financeira no mercado doméstico atingiu 19,5% em março, mantendo a liderança no SFN (Sistema Financeiro Nacional).
Avaliação
Para o diretor de Formação do SindBancários e funcionário da instituição, Ronaldo Zeni, "o BB está agindo atualmente como um banco privado. Temos que mudar esta lógica para um banco fomentador do desenvolvimento, com rebaixamento de juros e tarifas. Um banco público precisa, obrigatoriamente, agir de forma diferenciada, beneficiando a sociedade."
Já na avaliação do diretor Pedro Loss, o resultado demonstra o comprometimento dos funcionários com a instituição. “É preciso reconhecer o esforço dos trabalhadores com a melhora da PLR, das condições de trabalho e o cumprimento da legislação de 6h. Entretanto, vale lembrar que este lucro foi obtido com a cobrança de juros altos da sociedade. Entendemos, ainda, que o BB deva restabelecer seu perfil de banco público, pautando a regulamentação do sistema financeiro nacional e reduzindo as taxas e juros praticados”, afirma o dirigente. Outros números
Os empréstimos para consumidores continuaram em expansão, com alta de 22,5% na análise anual, para R$ 116,4 bilhões, impulsionado pelo financiamento a veículos e operações de CDC salário, que cresceram 36,0% e 23,6% respectivamente em 12 meses.
Para empresas, o acréscimo foi de 16,1%, para R$ 148,6 bilhões. No agronegócio (R$ 77,4 bilhões), o crescimento foi de 19,3%.
Considerando apenas o crédito imobiliário, uma das apostas do BB para conquistar mais clientes, o saldo das operações para pessoas físicas e jurídicas alcançou R$ 4,1 bilhões, montante 22% superior ao verificado no quarto trimestre de 2010 e quase o dobro (99%) do contabilizado há 12 meses.
O indicador de inadimplência, que mensura o atraso das operações há mais de 90 dias, recuou de 3,1% do total da carteira em março de 2010 para 2,1% ao final do primeiro trimestre deste ano.
Fonte: Imprensa SindBancários com informações JC
|