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Sindicalistas e bancários fazem ato em frente a DG do Banrisul, contra venda de ações e na defesa do caráter público do banco 10112017-AC-WEBSEEB-4686 Full view

Sindicalistas e bancários fazem ato em frente a DG do Banrisul, contra venda de ações e na defesa do caráter público do banco

Pulando sobre as poças de água das calçadas mal cuidadas do Centro de Porto Alegre, sindicalistas e funcionários do banco realizaram um Ato em Defesa do Banrisul público e contra a venda de ações da instituição pelo governo Sartori. A concentração foi iniciada às 11h e estendeu-se até as 13h desta sexta-feira, 10/11, convocada pelo SindBancários e Fetrafi-RS. Abrigado sob a marquise do banco, junto aos demais manifestantes, o presidente do Sindicato relatou que durante a manhã ficaram paralisadas todas as agências de bancos privados situadas no Centro, e houve fechamento parcial em alguns bancos públicos. “A categoria precisa se conscientizar que é preciso ter maior protagonismo para fazer frente aos prejuízos que a reforma trabalhista de Temer traz a todos os trabalhadores”, afirmou Everton Gimenis.

Na luta pela manutenção do banco com caráter público, o líder sindical lembrou que as entidades de categoria vão lançar uma campanha de fortalecimento do banco através de um PLIP (Projeto de Lei de Iniciativa Popular) visando reunir 70 mil assinaturas. “Queremos incluir na Constituição do Estado uma cláusula que assegure ao estado a manutenção do controle acionário de 51% do capital votante e 51% do capital social do Banrisul”, disse.

Cachoeira do Sul

Sem se assustar com a chuva que caiu forte durante toda a manhã, o banrisulense Reinaldo Vargas, 62 anos de idade e 39 como funcionários do banco em Cachoeira do Sul vestia a camiseta do Sindicato em frente a DG do Banrisul. “São duas agências do banco na minha cidade, num total de 60 bancários, aproximadamente”, disse. “Uma delas – uma agência A – que tinha umas 20 caixas, hoje conta só com quatro”, exemplificou o veterano banrisulense. Mobilizado na defesa do banco dos gaúchos e gaúchas, Reinaldo critica a postura entreguista do governo Sartori: “Se ele vender o Banrisul, no máximo vai pagar duas folhas do funcionalismo e acaba o dinheiro”, disse, acentuando o caráter ideológico das ações do governo do estado.

Na mesma linha, o funcionário Gilnei Silva Nunes, 29 anos de Banrisul, questiona a contratação de consultoria privada para “aperfeiçoar” a gestão e ações do banco: “A quem interessa esse tipo de contratação, visto que nos últimos anos o Banrisul tem se destacado sempre como melhor instituição em vários itens, como rentabilidade, capital social, captação e outros?”, indagou o bancário.

Privatização disfarçada

Ninguém tem dúvida que estas e outras iniciativas da administração do banco e do governo do estado visam fragilizar o Banrisul como entidade pública e promover uma crescente privatização disfarçada. “Isto não interessa só aos banrisulenses, mas a toda a sociedade”, diz a bancária Elisângela Docelina Peralta, funcionária do Santander em Ijuí. “Vim a Porto Alegre para participar dos atos contra a privatização e fortalecer os bancos públicos. Afinal, eles são patrimônio de toda a população gaúcha”, concluiu.

 

Fotos: Anselmo Cunha

Escrito por José Antonio Silva

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