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SindBancários segue com caravanas nas agências em movimento nacional de pressão para reunião com Fenaban

Os direitos dos bancários estão em risco. Na primeira rodada de negociação da Campanha Nacional Unificada 2018, realizada em 28 de junho, os representantes da federação dos bancos (Fenaban) não assinaram o pré-acordo de ultratividade. Com isso, quebraram esta prática que já era uma formalidade em anos anteriores, e garantiria tudo que está previsto na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) até a assinatura de um novo acordo. Mas a lei trabalhista pós-golpe extinguiu a ultratividade prevista em lei. Por isso, a partir de orientação da Contraf, nesta quarta-feira, 11/07, os bancários vêm fazendo manifestações em todo o Brasil. No âmbito do SindBancários, já estamos fazendo caravanas de sindicalistas e categoria, que realizam manifestações junto aos bancos. “Queremos pressionar e deixar bem claro que não vamos aceitar passivamente a perda de nossos direitos”, diz o presidente do Sindicato, Everton Gimenis, lembrando que haverá nova rodada de negociação com a Fenaban na quinta- 12/07.

Afinal, sem o pré-acordo, a partir de 31 de agosto os bancos poderão deixar de pagar vales-refeição e alimentação, auxílio-creche, plano de saúde ou contratar com salários abaixo do piso. A data base da categoria é 1º de setembro.

Prejuízos em outras categorias

O problema já atinge outras categorias. Vigilantes do Rio de Janeiro não assinaram acordo antes do vencimento da data base. Em algumas empresas, quando os trabalhadores foram usar seus vales-refeição, constataram que não tinham recebido nenhum valor. “Por isso, neste dia 11, os bancários estão realizando atos em todo o país, cobrando dos bancos que assinem o pré-acordo. Estamos dispostos a negociar e esperamos o mesmo dos bancos: que demonstrem disposição para debater com seriedade a pauta dos bancários na rodada agendada para 12 de julho”, afirma Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e uma das coordenadoras do Comando.

Calendário de negociações
“Queremos sair da mesa do dia 12 com um calendário de negociações, a exemplo do que sempre fizemos em anos anteriores”, lembra a dirigente. “Nossa CCT completa 26 anos em 2018, foi construída na luta e também num processo democrático com respeito à representação dos trabalhadores e dos bancos. E assim queremos que continue sendo”, concluiu. Além do ato no dia 11, os bancários podem participar utilizando #TodosPelosDireitos e #AssinaFenaban para ajudar a pressionar os bancos também pelas redes sociais.

Setor em franco crescimento 
Os cinco maiores bancos lucraram R$ 77,4 bilhões em 2017, alta de 33,5% num dos piores anos da economia nacional. E 2018 já repete essa trajetória de décadas de crescimento: foram R$ 20,6 bi no primeiro trimestre ou 20,4% mais que o mesmo período do ano anterior.
Ainda assim, os bancos promovem cortes no seu quadro de funcionários: foram extintos 17.905 postos de trabalho em 2017. De janeiro a maio deste ano 2.675 bancários já ficaram sem seus empregos.

Aumento do desemprego
“Ganhando como ganham, mês a mês os bancos agravam as trágicas estatísticas de desemprego no Brasil”, critica Juvandia. “Por tudo isso, bancários e bancárias de todo o Brasil definiram como prioridade para a Campanha Nacional Unificada 2018, o respeito a todos os direitos previstos na CCT, garantia dos empregos, a defesa dos bancos e das empresas públicas, além de aumento real e PLR maior. Os bancos podem e devem isso aos bancários e à sociedade brasileira.”

Fonte: Imprensa SindBancários com Contraf-CUT

Escrito por José Antonio Silva

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