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Presidente do SindBancários questiona declarações de diretora-presidenta sobre privatização do Badesul a jornal O Pioneiro de Caixas

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, questionou, no Programa Conexão Guaíba, da Rádio Guaíba, na tarde da terça-feira, 12/9, as declarações que a diretora-presidenta do Badesul, Susana Kakuta deu ao jornal O Pioneiro, de Caixas do Sul, em matéria publicada na página oficial do jornal na internet, na segunda-feira, 11/9. A executiva do banco público de fomento respondeu à pergunta do repórter que assina a matéria, deixando entender que concordaria com a privatização da agência de fomento, desde que ela “não perca suas peculiaridades locais”.

Para o presidente do SindBancários, a declaração da diretora-executiva foi, no mínimo, dúbia e deixou margem à interpretação de que ela concorda com a venda ou federalização do Badesul. “É grave essa declaração, pois reproduz a opinião do próprio governo do Estado. O Badesul, assim como BRDE, estão na mira sim. Ela está fazendo o mesmo que funcionários do primeiro escalão do governo Sartori e do próprio governador. Eles dizem que não vão vender para o público e para os funcionários, mas tocam a privatização adiante para entrar no Regime de Recuperação Fiscal do governo Temer”, diz Gimenis.

Leia aqui a matéria completa do jornal, assim como no fim desta reportagem, e abaixo a declaração da diretora-executiva:

– Se for imperiosa a questão (da privatização) do Badesul, acho que ele hoje já tem valor para o Estado. Mas se for para um processo de privatização, que não perca suas peculiaridades locais – aponta.

Diante dessas declarações e das ações do governo Sartori, em conluio com o governo Temer, o presidente do SindBancários convoca os bancários do Badesul a participarem das atividades de mobilização desta quarta-feira, 13/9. A partir das 11h30, em frente à sede do Badesul, haverá um ato de mobilização para chamar os colegas a participarem do lançamento da Frente Parlamentar Gaúcha em Defesa do Badesul e BRDE, a partir das 18h, no Plenarinho da Assembleia Legislativa. “Temos mais um motivo para os colegas participarem. Uma diretora-executiva que, podemos dizer, no mínimo, nem defende o Badesul público. Para ela, tanto faz se se manterá público ou privado. Para os colegas do Badesul e para os gaúchos, é fundamental que o Badesul se mantenha público”, diz Gimenis.

Leia aqui a reportagem completa do jornal O Pioneiro, de Caxias do Sul:

Badesul pretende liberar mais de R$ 400 milhões em 2017

Entre regiões gaúchas, Serra deverá ser a segunda a receber mais recursos

Fernando Soares

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Dinheiro para financiar projetos de empresas e de municípios gaúchos não faltará, desde que haja projetos consistentes. Esse foi o recado dado pela diretora-presidente do Badesul, Susana Kakuta, ao empresariado caxiense durante a reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) de ontem. Neste ano, a agência de fomento do governo do Estado deverá liberar mais de R$ 400 milhões, sendo a Serra a segunda região com mais iniciativas contempladas.

Hoje, o saldo de operações em carteira do Badesul chega aos R$ 3,4 bilhões, sendo R$ 303 milhões especificamente na Serra. A região só perde para a Metropolitana e Delta do Jacuí no volume de liberações.

Susana lembra que o contexto de crise também atingiu em cheio o banco de fomento gaúcho. Os R$ 278 milhões liberados em 2016 representaram o pior resultado desde 2008. Segundo a dirigente, uma série de operações mal realizadas também impactou na situação vivida pela instituição. O banco de fomento sofreu um calote de mais de R$ 100 milhões nos últimos anos, de projetos financiados sem garantias. Ao todo, o Badesul injetou capital em 37 empresas que hoje estão em recuperação judicial, num montante que chega a R$ 480 milhões.

Mudanças no radar

Nos últimos meses, o Badesul entrou no radar das instituições que poderão ser privatizadas ou federalizadas pelo governo de José Ivo Sartori como contrapartida a um alívio fiscal a ser concedido pelo governo federal. A União já deixou claro que exigirá ativos do Estado como garantia à adesão ao Regime de Recuperação Fiscal. Diante disso, o banco de fomento e o BRDE são duas das instituições cotadas para entrar no acordo.

Susana não marca posição quanto à venda ou à federalização do Badesul. No entanto, a presidente lembra que o papel da instituição é diferente daquele exercido pelas instituições bancárias tradicionais.

– Temos um olhar focado no desenvolvimento. O Badesul é uma ferramenta imprescindível especialmente para os desafios que o Rio Grande do Sul tem pela frente.

Por outro lado, Susana diz entender o contexto de dificuldade pelo qual o Estado passa e afirma que, se o governo optar por negociar a agência, ela hoje possui valor de mercado.

– Se for imperiosa a questão (da privatização) do Badesul, acho que ele hoje já tem valor para o Estado. Mas se for para um processo de privatização, que não perca suas peculiaridades locais – aponta.

Fonte: Imprensa SindBancários

Escrito por Clóvis Victoria

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