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Insegurança no estado e política dos bancos fecham agências no interior do estado e prejudicam comunidades

A falência da Segurança Pública no RS, no governo de José Ivo Sartori, aliada à ganância dos banqueiros, agora começam a prejudicar diretamente a sociedade gaúcha, especialmente quem vive em cidades do interior do estado, além da categoria bancária. Conforme levantamento do jornal Zero Hora (edição de 11/01/2018) o grande número de ataques a bancos em comunidades interioranas, muitas vezes com o uso de explosivos, já está fazendo a diferença – pelo lado negativo – em cidades dos vales do Rio Pardo e do Rio Taquari.

Agências do Banco do Brasil em Progresso e em Boqueirão do Leão, atacadas em 2017, já não contam mais com atendimento especializado, e os moradores precisam se deslocar a outras cidades.

Em Nova Hartz, no Vale do Sinos, desde que a agência local da Caixa foi parcialmente destruída com explosivos em um assalto, há cerca de um ano, os moradores vivem na incerteza se a unidade será mantida. O banco não confirma a informação, mas diz que “há uma reestruturação em curso no país”.

Aspecto social esquecido

Conforme o presidente do SindBancários de Porto Alegre e Região, bancos públicos não deveriam se comportar como as instituições privadas, que só visam o lucro. “Os bancos públicos têm que se preocupar com o aspecto social da sua atividade, com o desenvolvimento das comunidades”, reforça Everton Gimenis.

Ele aponta, por exemplo, para o aumento dos riscos a população com o fechamento de agências em algumas cidades. “É perigoso para um comerciante, por exemplo, ter de se preocupar em sair da sua cidade e se deslocar por quilômetros para fazer depósitos”, lembrou.

Segurança precária

Na verdade, ao mesmo tempo em que a segurança pública do estado sofre com a falta de investimentos do governo Sartori, que só quer privatizar empresas e bancos públicos, as grandes instituições financeiras, por seu lado, procuram investir cada vez mais em tecnologia. “Estas reformulações e fechamento de agências terminam por atingir a categoria, mas também prejudicam uma grande parcela da população, que sente-se confusa ao realizar operações bancárias sem a presença de funcionários que a orientem”, lembra o presidente do SindBancários.

Escrito por José Antonio Silva

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