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Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul Público completa um ano de luta e resistência contra entrega da joia da coroa dos gaúchos

Há exatamente um ano o Teatro Dante Barone, da Assembleia Legislativa, pintou-se de azul. Mas não foi para comemorar alguma vitória na eterna disputa de um time sobre o outro no Gre-Nal gaúcho. A disputa, naquele 23 de março de 2017, foi travada entre trabalhadores do banco público fortalecido dos gaúchos, o Banrisul, e aqueles que querem vê-lo vendido a preço de ocasião em nome de uma crise fiscal criada no passado e de uma solução que vai comprometer o nosso futuro. Foi neste dia que lotamos de Banrisulenses o Teatro da Assembleia Legislativa e lançamos a Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul Público, que é presidida pelo deputado .

O dia 22 de março de 2017 começou muito cedo para os Banrisulenses. Faixas e cartazes, desde cedo, em frente a Agência Central do Banrisul, na Praça da Alfândega, deram o tom da nossa luta. O Banrisul é nosso, um banco público, que ajuda o Estado a superar crises e a se desenvolver. Era o que bradavam os trabalhadores que participaram de ato público e caminhada. Vendê-lo para empurrar a crise com a barriga em nome de uma recuperação fiscal tramada no gabinete dos golpistas dos nossos direitos em conluio com o governo de José Ivo Sartori, vai fazer com que a dívida pública passe de R$ 50 para R$ 80 ou R$ 90 bilhões.

Por isso, Banrisulenses, precisamos ficar atentos. O governo Sartori não vai desistir de vender o Banrisul. E nós não desistiremos jamais de defendê-lo público, social, de todo o povo gaúcho. O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, lembrou que a participação dos colegas do Banrisul foi decisiva para pressionar os deputados estaduais a assinarem a lista para a criação da Frente Parlamentar. “Houve muita mobilização para conseguirmos as 19 assinaturas necessárias de deputados estaduais para criar a Frente. Em todo o Estado, os Banrisulenses participaram, indo conversar com os deputados de suas regiões. Nossa pressão deu certo. Fizemos um movimento histórico que segue resistindo em defesa da joia da coroa dos gaúchos”, avaliou Gimenis, que contou que mais de 25 assinaturas de deputados foram colhidas pelas caravanas nos gabinetes parlamentares.

A velha história se repete

Mostramos que, com pressão, mobilização e bons argumentos nossas chances aumentam. Isso porque vender patrimônio público não resolve problemas de finanças públicas. Vender o Banrisul, então, a galinha dos ovos de ouros do Estado, só vai piorar a situação. O banco, em 2017, teve lucro recorde, de R$ 1,053 bilhão. Depois que viu frustrada a tentativa de vender, o governo Sartori lançou um plano B: vender ações e ficar com apenas 26,5% do capital acionário do banco. Foi o mesmo que, em 1996, o governo Britto fez ao vender a CRT, a Companhia Riograndense de Telecomunicações. O argumento de venda era que a entrega da empresa pública acabaria com a dívida. O líder do governo na Assembleia Legislativa, na época, era o então deputado estadual, José Ivo Sartori, o atual governador. A dívida só aumentou. Como agora, sabemos que irá aumentar. A velha história se repete.

Mau negócio

Hoje sabemos que vender o Banrisul é um mau negócio para os gaúchos e para o próprio governo do Estado. O Estado é sócio majoritário do banco público e, nessa condição, recebe dividendos. Se vender parte do Banrisul, esses dividendos se reduzem. Para termos uma ideia, a governadora Yeda vendeu cerca de 43% das ações do Banrisul, em 2007. Mais de dez anos depois, o Estado já deixou de receber dividendos em valores que superam o valor da venda.

Encontro de contas

Há outras saídas para tirar o Estado da crise fiscal histórica em que se encontra. E uma delas é o encontro de contas. Trata-se de uma questão de vontade política. Basta o governo do Estado cobrar do governo federal recursos não repassados da Lei Kandir que a conta pode derrubar a dívida que o RS tem com a União de R$ 50 bilhões para R$ 5 bilhões. “Toda e qualquer iniciativa para acertar as contas que inclua venda de patrimônio público é mau negócio para o governo e para o povo gaúcho. Se vender ações, dependendo do valor, se paga um ou no máximo duas folhas de pagamento dos servidores públicos. Vender o Banrisul é como vender a galinha e ir ali na esquina comprar uma caixa de ovos”, exemplificou o secretário -geral do SindBancários e funcionário do Banrisul, Luciano Fetzner.

Crédito fotos: Carol Ferraz e Anselmo Cunha

Fonte: Imprensa SindBancários

Escrito por Clóvis Victoria

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