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Fique sócio do Clube de Cinema CineBancários e ajude a manter viva a cultura brasileira e latino-americana

Aqui no SindBancários temos repetido desde 2016 que o golpe nos direitos do trabalhador era uma estratégia pós-impeachment e que atacaria os Sindicatos. Pois então, em julho de 2017, veio a aprovação da reforma trabalhista. Ela virou a Lei 13.467, em novembro passado, e o efeito foi devastador sobre as entidades representativas do trabalhador. A reforma trabalhista de Temer secou as finanças dos Sindicatos, tornou a Campanha salarial ainda mais difícil do que já era e praticamente impede que o trabalhador vá a justiça do trabalho buscar direitos que os patrões sonegaram.

Não está na história do SindBancários simplesmente cruzar os braços e deixar que o rolo compressor do retrocesso passe por cima da gente. Nós vamos sempre à luta. Toda essa crise repercutiu no nosso cinema. Com as receitas do Sindicato muito reduzidas, passamos a viver o dilema de fechar o CineBancários e parar de contribuir com uma cultura de difusão e formação de público de cinema brasileiro e latino-americano. Na quinta-feira, 4/10, no mês em que o CineBancários completa 10 anos, lançamos na nossa sala, na Casa dos Bancários, o Clube CineBancários.

Trata-se de uma vaquinha virtual um pouco diferente. Em vez de ajudar a manter um cinema de calçada como o nosso a sobreviver com uma única doação, o sócio passa a fazer doações mensais mediante a plataforma apoiasse. Para ajudar o CineBancários a sobreviver, você precisa ir para https://apoiasse/clubecinebancarios e ver qual a modalidade de engajamento é a melhor para você. As “mensalidades” variam de R$ 10 a R$ 40 e podem chegar a R$ 100. Quem puder contribuir com R$ 100 ganha sessões gratuitas da grade de cinema (saiba das vantagens mais abaixo).

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, saudou na quinta-feira, 4/10, durante o lançamento do projeto na sala de cinema, andar térreo da Casa dos Bancários, sede do SindBancários, a iniciativa da vaquinha online com a presença de pessoas que ajudaram a viabilizar o projeto há 10 anos. “Nosso projeto em 2002 era fazer desse espaço um cinema e não um telão dos bancários. Achamos que a cultura é um meio de disputar consciência. Os filmes brasileiros eram esquecidos. Só tinha cinema de shopping que exibiam enlatados estrangeiros. O CineBancários nasceu tendo um olhar para o cinema brasileiro. Nestes 10 anos já exibimos mais de 180 filmes, e a grande maioria brasileiros ou da América Latina”, detalhou Gimenis.

Entre esses lançados, “Hotel Cambridge”, com o ator José Dumont, trouxe debate sobre as ocupações e o deficit de moradia no país. “Que horas ela volta” debateu a abertura das universidades a populações que até 2008, início da política de cotas no Brasil, não dispunham de uma política compensatória para ingressar no ensino superior. “Mercado de Notícias”, de Jorge Furtado, teve debate com lotação de duas sessões.

Um dos idealizadores do projeto de financiamento do CineBancários e da vaquinha virtual de agora, o gestor cultural Vitor Ortiz, fez uma lembrança importante em tempos de eleições e de ameaça de retrocesso político. “O lançamento do Clube CineBancários é tão importante para nós quanto foi a inauguração há 10 anos nesta mesma sala. É um processo de resistência que exige um esforço coletivo. Estamos aqui falando de ação coletiva”, explicou.

Projeto abre com debate e estreia

Helena Ignez e Djin Sganzerla subiram ao palco da sala de cinema do CineBancários antes de migrarem para a telona com a exibição do filme “A Moça do Calendário”, dirigida por Helena e estrelada por Djin. Após a exibição da estreia, como já é tradição, ambas voltaram ao palco para debater o filme.

Projeto abre com debate e estreia

Helena Ignez e Djin Sganzerla subiram ao palco da sala de cinema do CineBancários antes de migrarem para a telona com a exibição do filme “A Moça do Calendário”, dirigida por Helena e estrelada por Djin. Após a exibição da estreia, como já é tradição, ambas voltaram ao palco para debater o filme.

O premiadíssimo longa-metragem é o quinto filme de Helena, baseado em um roteiro escrito por seu marido, Rogério Sganzerla, antes de sua morte, em 2004. Djin Sganzerla é filha do casal. O texto foi adaptado por Helena e fala sobre as contradições do país, a luta de classes, as questões de gênero e o sonho como agente libertador. O filme acompanha Inácio (André Guerreiro Lopes), ex-gari, mecânico e dublê de dançarino desmotivado que trabalha numa oficina mecânica e sonha com uma Moça do Calendário (Djin Sganzerla), musa dos seus desejos e fantasias.


“A Moça do Calendário é um roteiro feminista em um universo masculino. O filme tem muito humor, e é um humor que já estava no roteiro do Rogério e eu mantive. Ao mesmo tempo, adicionei algumas questões muito importantes sobre o trabalho no século XXI, a Sociedade do Cansaço”, revela a diretora no release que foi distribuído à imprensa.

Como virar sócio do Clube CineBancários

> Vá ao endereço eletrônico https://apoia.se/clubecinebancarios

> Inscreva-se na plataforma

> Escolha quanto pode contribuir por mês

Assista ao vídeo abaixo e saiba por que o CineBancários é importante para o cinema brasileiro e como virar sócio do Clube CineBancários


Entenda a contribuição

> Através da plataforma Apoia.se, é possível colaborar com cotas fixas mensais a partir de R$ 10,00 até R$ 40,00.

> Contribuições únicas de valores maiores também são aceitas.

> Dentre os benefícios oferecidos aos sócios, estão ingressos e newsletter com conteúdos exclusivos.

Para mais informações sobre a campanha

acesse: apoia.se/clubecinebancarios

O CineBancários fica no térreo da Casa dos Bancários, sede do SindBancários

Rua General Camara 424 – Centro Histórico – Porto Alegre. Telefone (51) 3433-1204.

Para saber mais sobre o CineBancários

facebook.com/cinebancarios

http://cinebancarios.blogspot.com/

Fonte: Imprensa SindBancários

Escrito por Clóvis Victoria

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