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Fetrafi e SindBancários fazem lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos, após marcha no Centro de Porto Alegre

Sob a ameaça concreta de desmonte e privatização tantos dos bancos federais, pelo governo ilegítimo de Michel Temer, quanto dos estaduais, na administração entreguista de José Ivo Sartori, foi lançada na segunda-feira, 09/10, a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Público. Antes do ato – que aconteceu às 18h30 na sede da Fetrafi – os bancários fizeram concentração em frente a DG do Banrisul, no Centro de Porto Alegre. “A ideia foi conscientizar os colegas do banco e a população do risco que o Banrisul está correndo”, afirmou o presidente do SindBancários. “Se o Banrisul perder seu caráter público, quem perde são os gaúchos e gaúchas e muitas cidades, que dependem do banco público para alavancar sua economia”, alertou Everton Gimenis.

Após a concentração em frente ao Banrisul, sindicalistas, funcionários e militantes caminharam até a sede da Federação, recebendo manifestações de apoio de populares durante a marcha.

Auditório lotado

O evento na Fetrafi lotou o auditório da entidade, cuja mesa reuniu representantes do SindBancários, Federação, lideranças das centrais sindicais, entidades de funcionários do Banrisul, Badesul, BRDE e parlamentares. O deputado federal Zé Carlos (PT-MA), presidente da Frente Paralmentar Mista em Defesa dos Bancos Públicas, criada no Congresso Nacional em junho deste ano, esteve presente ao ato e ao debate na mesa. “O principal objetivo desta Frente, criada pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ) é conscientizar a sociedade do desmonte que vem acontecendo nos bancos públicos e sobre as mentiras do governo Temer e da administração de José Ivo Sartori aqui no RS”, afirmou.

O parlamentar maranhense – que é bancário de carreira da Caixa Econômica Federal – denunciou os processos de desmonte, de redução de funcionários, agências e do papel de indutores da economia e do desenvolvimento. “Eles estão provocando profundas mudanças estruturais no Banco do Brasil, na Caixa e no BNDES, com vistas a redução de seu papel social e da entrega dos ativos à banca privada”, afirmou Zé Carlos.

Representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, a bancária Rita Serrano, participando da cerimônia, reforçou a importância do papel social do banco. “Este governo privatista quer transformar a Caixa numa S.A., um banco voltado para o mercado”, denunciou a sindicalista.

Essa Frente é para unificar a luta de todos, para manter o sistema financeiro público. O governo estadual não consegue privatizar o Banrisul por conta da exigência de plebiscito, então está sucateando e vendendo aos poucos. A venda das ações é mais um capítulo dessa história”, analisou o presidente do Sindbancários, Everton Gimenis. Ele se refere ao anúncio feito na semana passada, por Sartori, de que colocaria 49% das ações ordinárias do banco (com direito a voto) à venda.

Estratégias de luta

A mesa composta para o lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Público debateu e definiu estratégias da luta, como a divulgação da importância fundamental dos bancos públicos como indutores do desenvolvimento e do bem estar da população, denunciar com mais ênfase o projeto de desmonte dos ativos públicos pelos governos neoliberais de Temer e Satori, e a necessidade de engajar funcionários e opinião pública para aumentar a pressão sobre os parlamentares.

O deputado estadual Tarcísio Zimmerman (PT-RS) citou a necessidade de instalar na Assembleia Legislativa uma CPI do Parcelamento de Salário. “Sartori tenta convencer a sociedade de que a venda dos bancos indutores do desenvolvimento vai sanar os problemas do estado, e ainda culpa os servidores públicos pela má situação dos cofres governamentais. Mas uma CPI como esta será uma ferramenta para averiguarmos a verdade sobre a tão repetida crise do estado, de um modo transparente”, concluiu.

Interiorização do debate nas agências

Claudir Nespolo, presidente da CUT-RS, propôs que o debate sobre o papel dos bancos públicos seja interiorizado dentro de cada agência, para melhor entendimento dos próprios bancários, que correm risco de ficarem desempregados ou perderem direitos e garantias, assim como para toda a sociedade.

A necessidade de os trabalhadores bancários, através de suas entidades, multiplicarem atos e mobilizações de esclarecimento e protesto contra os ataques aos bancos públicos, de modo a atingir com mais força a categoria e toda a sociedade, também foi destacada pelo presidente da Associação de Gerentes do Banrisul, Mauro Vinícius.

Implantação do estado mínimo

A banrisulense e diretora do SindBancários Ana Guimaraens não tem dúvidas: “O golpe que derrubou Dilma está patrocinando a volta da privataria dos anos 90 no Brasil. Na época, com a justificativa de resolver a dívida dos estados, unidades da federação venderam seus ativos financeiros e empresas públicas, e o que se observa é que isto não solucionou nenhum problema nem acabou com suas dívidas”, aponta ela. “É o neoliberalismo lutando para implantar o estado mínimo”, concluiu.

 

Escrito por José Antonio Silva

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