Entidades discutem em SP defesa do BB público, da Cassi e da Previ

Integrantes de diversas entidades de representação do funcionalismo do Banco do Brasil fizeram importante debate da conjuntura nacional e sobre o futuro do banco público e das caixas de Assistência e de Previdência (Cassi e Previ), na última quinta-feira, 05/10, em São Paulo. O secretário de Formação da Contraf-CUT, Ernesto Izumi, que é funcionário do BB, fez breve apanhado das ações que vêm sendo realizadas pelo movimento sindical em defesa do BB e demais empresas públicas. “Ė importantíssimo que as pessoas atentem aos vários ataques que o BB e demais empresas públicas têm sofrido. Muitos defendem abertamente a privatização”.

Piora nas condições de trabalho

O diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e integrante da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, João Fukunaga, detalhou a piora nas condições de trabalho na instituição por meio da redução do quadro de trabalhadores, redução de setores do banco e fechamento de centenas de agências.

Golpe na agricultura familiar

“Cerca de 68% do financiamento para a agricultura familiar é feita pelo BB. Ou seja, ele é o responsável pelo prato de comida em nossas casas. Mesmo assim, é claro o movimento para que o banco seja privatizado e, se isso ocorrer, a Cassi corre risco, pois ela será vista como um passivo por uma instituição privada”.

Luis Carlos Machado, diretor da Associação dos Funcionários Aposentados do Banco do Brasil (Afabb-SP), fez importante alerta durante a reunião. “Há pessoas que defendem que não existe clima para a privatização. Mas não se iludam, ‘eles’ criam esse clima privatista”.

Mais participação é necessária

O diretor regional da Associação Nacional dos Participantes dos Fundos de Pensão (Anapar) e conselheiro deliberativo da Afabb, José Ricardo Sasseron, destacou a necessidade de o funcionalismo se envolver nas manifestações em defesa do banco e de entidades como a Previ. “Houve uma intervenção no Postalis (fundo de pensão dos Correios). A Previ tem um patrimônio imenso e provoca a cobiça de muitos setores. Temos de nos mobilizar contra tudo isso.”

“Está na hora de superarmos divergências e nos unirmos em defesa do banco”, disse Waldenor Moreira Borges Filho, vice-presidente da Afabb-SP e dirigente da Associação dos Aposentados e Funcionários do Banco do Brasil (AAFBB).

“Se não tiver Banco do Brasil, não vamos ter Cassi, nem Previ, nem AABB’s”, alertou Adelmo Vianna, dirigente da Afabb e integrante do Conselho de Usuários.

Já o presidente da Afabb-SP, Rubens Rodrigues Costa, enfatizou que são de longa data as investidas para tentar entregar o BB à iniciativa privada. “Isso só não ocorreu porque resistimos. Temos de fazer o mesmo agora”.

Participe
Algumas das propostas discutidas foram intensificar o contato com outros segmentos da sociedade para ampliar a defesa do banco e ampliar a divulgação das atividades em defesa da instituição.

Além disso, em 18 de outubro, a partir das 19h, haverá audiência em defesa dos bancos públicos, na Câmara Municipal de São Paulo.

Além da Afabb-SP, AAFBB, Contraf-CUT, Sindicato e Conselho de Usuários da Cassi, estiveram representadas a Anabb, Apabb, Satėlite, Fecob, Sindicato dos Bancários de São Paulo e de Bragança e a Federação dos Bancários da CUT de São Paulo (Fetec-CUT/SP).

Fonte: Afabb-SP, com edições da Contraf-CUT

Escrito por José Antonio Silva

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